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Rússia e Ucrânia procuram solução diplomática

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De  euronews
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Rússia e Ucrânia procuram solução diplomática
Direitos de autor  Andriy Andriyenko/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

Os diplomatas ucranianos e russos reuniram-se na capital francesa, Paris, numa tentativa de encontrar uma solução diplomática para a crise da Ucrânia.

As conversações tiveram como objetivo reavivar o Protocolo de Minsk, assinado em 2015. Mais de oito horas depois, o enviado ucraniano, Andriy Yermak, mostrou-se otimista.

O ucraniano afirmou que ambas "as partes declararam aberta e sinceramente que há diferenças na interpretação e na execução do acordo de Minsk entre a Rússia e a Ucrânia, mas existe vontade e preparação para continuar a trabalhar na redução dessas diferenças."

O representante russo, Dmitry Kozak, mostrou-se mais cauteloso sobre as negociações mediadas por França e Alemanha sob o chamado Formato Normandia.

O chefe de gabinete adjunto do presidente russo sublinhou que "isto é um novo avanço pois enquanto subsistirem interpretações diferentes do acordo de Minsk, a sua implementação, a ordem de implementação de ações específicas, o formato Normandia dificilmente poderá desempenhar um papel significativo no grupo de contacto (discussões futuras) e na contribuição para a resolução do conflito na Ucrânia Oriental."

A acompanhar as conversações esteve a jornalista da euronews, Galina Polonskaya.

"As conversações no formato Normandia entre conselheiros políticos da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha, em Paris, prolongaram-se por mais de oito horas. A declaração final reafirma que os acordos de Minsk são a base deste formato e sublinha o apoio à observância incondicional do cessar-fogo no leste da Ucrânia. Diz que todas as partes estão empenhadas em reduzir os atuais desacordos e estão dispostas a reunir-se outra vez dentro de duas semanas em Berlim."

Em Moscovo, o embaixador norte-americano entregou ao Governo russo as propostas de Washington para dissuadir a Rússia de invadir e Ucrânia.

John Sullivan rejeitou, no entanto, as exigências do Executivo de Vladimir Putin, reiterando o direito da Ucrânia a aderir à NATO.