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Líderes da UE defendem unidade sobre a Ucrânia e diplomacia com Rússia

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De  Pedro Sacadura
Líderes da UE defendem unidade sobre a Ucrânia e diplomacia com Rússia
Direitos de autor  GEERT VANDEN WIJNGAERT/AFP or licensors

Não baixar a guarda: é o lema dos líderes europeus quando o assunto é a crise entre a Ucrânia e a Rússia.

Os chefes de Estado e de Governo da **União Europeia (UE) **estão em Bruxelas para participar, a partir de hoje, numa cimeira histórica de dois dias com os países da União Africana, mas antes do arranque do encontro discutiram as tensões a leste, numa reunião informal de última hora.

Apesar das garantias de Moscovo, o alegado fim das manobras miliares em zonas fronteiriças entre a Ucrânia e a Rússia não convencem.

"Para já, ainda não se viram os episódios que parecem mostrar uma desescalada no terreno. Temos de estar preparados para qualquer eventualidade", sublinhou, em Bruxelas, o primeiro-ministro de Itália Mario Draghi.

Na reunião informal do Conselho Europeu desta quinta-feira discutiram-se sanções. As mesmas sanções que a Comissão Europeia preparou para o caso de uma invasão russa da Ucrânia.

O pacote está pronto, mas não se aprovará até que o nível de gravidade o exija, sublinhou o chefe de diplomacia europeia, reforçando a mensagem de unanimidade do bloco.

"A Europa está completamente unida sobre a matéria. Para haver sanções é preciso haver unanimidade por parte dos Estados-membros. Mas hoje, durante o Conselho da União Europeia, todos insistiram em concordar e esta unidade existe para ser usada por todos [os Estados-membros], sem exceção", lembrou Josep Borrell.

Se a Rússia avançar com uma ofensiva poderá sofrer sanções económicas duras, que podem atingir em cheio o setor financeiro e da energia.

No entanto, a União Europeia defende a via da diplomacia com Moscovo.

"Falei por telefone com o presidente ucraniano. Falou-me dos últimos desenvolvimentos no terreno. Instamos a Rússia à desescalada [da tensão]. Precisamos de ver efeitos tangíveis no terreno", referiu o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que também fala numa "unanimidade absoluta" na resposta da UE e da NATO.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e vários líderes europeus dizem que começaram bombardeios no leste da Ucrânia.

A região pode transformar-se num barril de pólvora, num abrir e fechar de olhos.