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União Europeia avalia sanções contra a Rússia

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De  Pedro Sacadura
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União Europeia avalia sanções contra a Rússia
Direitos de autor  KENZO TRIBOUILLARD/AFP or licensors

A União Europeia (UE) prepara-se para adotar sanções contra a Rússia. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 reúnem-se em Paris de urgência num Conselho informal para discutir, esta tarde, o pacote de medidas a aplicar.

A decisão surge no rescaldo da declaração do presidente russo Vladimir Putin que ontem reconheceu a independência das regiões separatistas ucranianas de Donetsk e Lugansk.

Mas a grande questão neste momento é até onde irão as sanções até porque a União Europeia diz que não há "invasão total".

"As tropas russas entraram em Donbass (Dontesk e Lugansk). Consideramos a região parte integrante da Ucrânia. Não diria que se trata de uma invasão completa, mas as tropas russas estão em território ucraniano", sublinhou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Antes da reunião organizada pela Presidência francesa sobre as relações da União Europeia e os países da região Indo-Pacífico, que decorre hoje em Paris, Borell acrescentou: “Tenho a certeza de que a decisão vai ser tomada por unanimidade”.

No leste europeu vive-se um clima de inquietação.

A ordem de Moscovo para deslocar tropas russas para a região do Donbass é vista como o prelúdio de uma invasão, para alguns.

Mas para já, pelo menos, não está claro até onde a Rússia pode ir.

Moscovo fala numa missão de manutenção de paz mas não convence e a Rússia é acusada de violar a lei internacional a par da soberania ucraniana.

"Trata-se de uma violação do direito internacional, de um ataque à soberania e à integridade territorial da Ucrânia. A Rússia renunciou os compromissos internacionais", sublinhou o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian.

A Europa já tinha preparado um pacote de sanções contra a Rússia em caso de invasão da Ucrânia.

Só falta agora a "luz verde" dos Estados-membros.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, a guerra no leste da Ucrânia entre as forças de Kiev e milícias separatistas pró-russas fez até ao momento mais de 14 mil mortos.