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Pequenos negócios russos alvo de descriminação nos EUA

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De  Euronews  com AFP
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Pequenos negócios russos alvo de descriminação nos EUA
Direitos de autor  Richard Drew/AP

Mesmo a um oceano de distância, os efeitos da guerra na Ucrânia começam a fazer-se sentir nos Estados Unidos da América. Espaços comerciais em Nova Iorque outrora movimentados encontram-se agora sem clientes. O alvo é a Rússia, mas, à falta de armas, o combate à grande potência está a ser travado através de vandalismo ou de campanhas de difamação e cancelamento a pequenos negócios associados ao país.

Vlada Von Shats, de origem russa, é proprietária do bar "Russian Samovar", um negócio familiar habituado a ocupar quase todas as suas mesas ao som de um piano, desde 1986, ano em que a mãe e o padrasto abriram as portas ao público.

Hoje, na porta de entrada, são visíveis mensagens de apoio à Ucrânia e ao fim da guerra. Mas, apesar de ser contra a decisão de Vladimir Putin, casada com um ucraniano e ter grande parte dos seus empregados vindos da Ucrânia, Vlada lamenta a reação dos clientes desde a invasão do país do marido.

"Começámos a receber telefonemas a chamar-nos nazis, fascistas, que o nosso restaurante devia arder.... Mas eu tenho família na Rússia e tenho família na Ucrânia, por isso é uma tragédia pessoal. De um momento para o outro, o meu negócio caiu 60%, as nossas reservas foram canceladas de uma ponta à outra. Os eventos foram cancelados".

"Não é uma guerra da Rússia. É uma guerra de Putin"
Nikolai Vinokurov
Gerente do bar "Russian Vodka Room"

Por estes dias, restaurantes e bares vivem sob o fogo cruzado da opinião pública e são muitas vezes transformados em campos de uma batalha em que ninguém quis combater.

"Temos funcionários e produtos de todo o mundo, da Polónia, da Ucrânia, do Cazaquistão, do Uzbequistão, da Rússia, da Arménia. O nosso proprietário é judeu. E nós não apoiamos essa guerra. Não é uma guerra da Rússia. É a guerra de Putin", defende Nikolai Vinokurov, gerente do bar "Russian Vodka Room".

Associados à guerra no Leste da Europa, queixam-se de sofrer um estigma. Os clientes, dizem, têm medo de apoiar russos, mesmo quando, muitos desses russos se esforçam para demonstrar apoio à Ucrânia.