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35 mortos no ataque russo a base militar na Ucrânia ocidental

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De  Euronews
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35 mortos no ataque russo a base militar na Ucrânia ocidental
Direitos de autor  AP Photo/Mstyslav Chernov

35 pessoas mortas e 134 feridas em ataques aéreos russos durante a madrugada numa base militar ucraniana próxima da cidade de Lviv.

Os mísseis russos atingiram o Centro Internacional de Manutenção da Paz e Segurança (IPSC) no distrito de Yavoriv, cerca de 50 km a sudoeste de Lviv e a 25 km da fronteira com a Polónia, pouco antes das 6 da manhã de domingo.

O IPSC é uma grande base militar que inclui um centro de treino para soldados, predominantemente para missões de manutenção da paz. Relatórios preliminares indicam que as forças russas lançaram oito mísseis.

O ataque com foguetes teve lugar às 5h e 45m da manhã. Segundo do governador da região de Lviv, Maksym Kozytskyi, "as forças russas dispararam mais de 30 mísseis de cruzeiro contra a base de Yavoriv".

Kozytskyi, pede o encerramento do espaço aéreo: "É por isso que continuamos a pedir (NATO) para fechar o céu, porque para lutar com um inimigo que nem sequer entra (na Ucrânia) mas lança um míssil de cruzeiro, é necessário ter um sistema de defesa aérea sério".

A instalação já recebeu anteriormente treinadores militares estrangeiros do Reino Unido, EUA e outros países, mas não é claro que algum estivesse na base. A Ucrânia realizou a maior parte dos seus exercícios com países da NATO, antes da invasão, com os últimos grandes exercícios em setembro de 2021.

O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, chamou aos ataques de mísseis russos ao Centro Internacional de Manutenção da Paz e Segurança um "ataque terrorista".

Volodymyr Zelenskyy escreveu no Twitter que falou com o presidente e primeiro-ministro da Polónia, agradeceu o apoio e reiterou o pedido de adesão da Ucrânia à União Europeia.

O presidente polaco, Andrez Duda, explicou numa entrevista na BBC, que "não é possível transferir os jactos MIG29 para a Ucrânia", e que pensa que "ter uma zona de exclusão aérea poderia ser o início da Terceira Guerra Mundial".

O exército russo lançou um ataque também ao aeroporto de Ivano-Frankivsk nas primeiras horas da manhã de domingo, diz Ruslan Martsinkiv, o presidente da câmara desta cidade na Ucrânia ocidental, a 153 quilómetros da Roménia.

Na cidade de Chernihiv foi bombardeado um edifício residencial de nove andares. Segundo os serviços de emergência da Ucrânia, pelo menos uma pessoa terá morrido.

Os militares ucranianos afirmam que as forças russas continuam a utilizar infraestruturas civis para necessidades militares, colocando unidades e equipamento em zonas de alto risco e a bombardear civis em violação do direito humanitário internacional.

Novas imagens de satélite, capturadas por tecnologias Maxar, baseadas nos Estados Unidos, revelam danos extensivos às infraestruturas civis e edifícios residenciais.

As forças russas raptaram o presidente da câmara da cidade meridional de Dniprorudne, diz o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba. Yevhen Matveyev seria o segundo presidente da câmara ucraniano alegadamente raptado pelas tropas russas nos últimos três dias, depois de o presidente da câmara da vizinha Melitopol ter sido alegadamente detido na sexta-feira.

Kuleba escreveu no Twitter: "Hoje, criminosos de guerra russos raptaram outro presidente de câmara ucraniano democraticamente eleito, o chefe de Dniprorudne Yevhen Matveyev. Com um apoio local zero, os invasores voltam-se para o terror. Apelo a todos os Estados e organizações internacionais para que acabem com o terror russo contra a Ucrânia e a democracia".