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Situação humanitária "desesperante" em Mariupol

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De  Ricardo Figueira
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Situação humanitária "desesperante" em Mariupol
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O Comité das Nações Unidas para os Direitos Humanos diz que a guerra movida pela Rússia contra a Ucrânia já fez perto de 600 mortos entre a população civil. Nas últimas horas, as forças russas fizeram ataques no oeste do país, nomeadamente com um ataque de mísseis contra uma base militar, mas a cidade mais martirizada está a ser Mariupol, cidade portuária no mar de Azov, no sudeste ucraniano.

A Cruz Vermelha diz que a situação na cidade é desesperante e centenas de milhares de pessoas enfrentam uma falta extrema de comida, água e medicamentos.

A organização diz ainda que os bombardeamentos incessantes fizeram um grande número de vítimas e muitos cadáveres continuam soterrados nos escombros ou abandonados ao ar livre.

 A versão da Rússia é que são as forças ucranianas a impedir os civis de deixarem a cidade:

33'' SOUNDBITE (Russian) Mikhail Mizintsev, Russian National Defence Command Centre head:

"A situação humanitária mais difícil vive-se em Mariupol. Centenas de milhares de pessoas, incluindo estrangeiras, estão a ser retidas à força pelos nacionalistas, sob ameaça física, para que parem qualquer tentativa de deixar a cidade", disse o chefe do Comando Militar russo, Mikhail Mizintzev.

A comparação entre as mais recentes imagens de satélite e o Google Earth mostra como Mariupol mudou em poucos dias e é agorauma cidade arrasada.

Zelenskyy visita hospital

O presidente Volodymyr Zelenskyy faz um balanço da situação: "Já conseguimos transportar cerca de 125 mil pessoas para zonas seguras através dos corredores humanitários. O foco agora é Mariupol. A nossa coluna humanitária está a duas horas da cidade, a apenas 800 quilómetros. Estamos a fazer tudo para contrariar os ocupantes, que não deixam passar sequer os padres ortodoxos que acompanham esta entrega de comida, água e medicamentos. Há 100 toneladas de bens de primeira necessidade que o Estado Ucraniano enviou aos seus cidadãos", disse numa comunicação pelas redes sociais.

Este domingo, Zelenskyy visitou um hospital militar em Kiev onde conversou com militares feridos e distribuiu algumas condecorações, num esforço para levantar a moral das tropas. Tanto o exército como os voluntários civis da Ucrânia estão a dar à ofensiva de Putin uma resposta que o governo russo não esperava.