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Bombardeamentos em Kiev intensificam-se

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De  Ricardo Figueira  & Anelise Borges
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Bombardeamentos em Kiev intensificam-se
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Recolher obrigatório em Kiev

Kiev acordou esta terça-feira com novos bombardeamentos. Ao vigésimo dia da invasão russa da Ucrânia, a capital é agora, em muitas zonas, uma cidade destruída. Várias bombas cairam em prédios residenciais e fizeram um número ainda indeterminado de mortos e feridos. Um repórter de imagem da cadeia norte-americana Fox News e uma jornalista ucraniana morreram vítimas de disparos de artilharia.

Com o agravamento da situação, o presidente da câmara de Kiev, Vitaly Klichko, anunciou a decisão, tomada pelos comandos militares, de impor um recolher obrigatório a partir das 20 horas desta terça-feira, até às sete horas de quinta-feira. A situação está a ser acompanhada pela enviada especial da Euronews, Anelise Borges.

O presidente da câmara disse que são tempos difíceis para Kiev e toda a gente deve procurar abrigo e proteger-se dentro de casa durante este tempo.

A intensidade dos bombardeamentos, não só na capital como em outras cidades da Ucrânia, nomeadamente Mariupol, que vive uma situação humanitária desesperante, aumentou nos últimos dias. Os habitantes de Kiev preparam-se agora para um assalto em larga escala à capital por parte das tropas russas.

No entanto, Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério Russo da defesa, admitiu que a operação está a decorrer a um nível mais lento que o esperado.

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Anelise Borges em KievEuronews

Deslocados de Mariupol em cidade vizinha

Em Lviv, principal cidade do oeste da Ucrânia, a emoção esteve presente nos funerais dos 35 militares que morreram no ataque a uma base no domingo.

É difícil quantificar os mortos e feridos que a guerra já causou, em especial nas cidades cercadas, como Mariupol, onde a população enfrenta uma grande carência de comida, água e medicamentos. Algumas dezenas de milhares, entre o meio milhão de habitantes da cidade, conseguiram escapar, como este grupo acolhido num abrigo na cidade de Zaporizhzhya.

A invasão russa da Ucrânia fez com que três milhões de pessoas