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Fugir da guerra sem ouvir as sirenes de alerta

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De  Claudiu Popa
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OS cenários de guerra apresentam desafios maiores para quem lida com limitações físicas. Reportagem da Euronews Roménia num centro de acolhimento para refugiados surdos

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À chegada à Roménia, uma mão cheia de voluntários apoia os refugiados ucranianos surdos a fazer a transição não só para uma nova língua, mas para um novo alfabeto sabendo que entre o círilico e o latino há um mundo de desafios.

Tamara já falava língua gestual inglesa e isso ajudou à comunicação. Deixou a Ucrânia logo a seguir aos primeiros bombardeamentos. Atravessou a fronteira com a Roménia e foi em Siret que conheceu esta equipa de voluntários. Está provisoriamente a viver em Botosani, na Roménia, mas quer chegar a Praga, na Chéquia.

Não é a única a querer afastar-se da fronteira com a Ucrânia. "A maioria deles não quer ficar perto das fronteiras, sentem-se demasiado próximos da zona de conflito e têm medo," diz Daniel Hliban, presidente da Associação romena de Surdos em Botoșani, acrescentando que mesmo os locais "não sabem bem como lidar com isto [a guerra]". 

Esta associação dá agora abrigo a 13 refugiados surdos, incluindo algumas crianças.

Cumprem agora o protocolo de registar todos os que por aqui passam. O fluxo de refugiados não pára desde o início da guerra e com ele o trabalho contínuo de encontrar um teto para quem chega.

De acordo com dados recolhidos no local pela Euronews Roménia, Associação romena de Surdos já apoiou quase um milhar de refugiados da Ucrânia desde 24 de fevereiro.

São uma fatia especialmente vulnerável dos 3 milhões de refugiados que foram empurrados para fora da Ucrânia.

Na Roménia, usam a língua gestual para comunicar o que mais desejam e para a câmara deixam três  frases: "Por favor, parem a guerra"; "Queremos a paz"; "Queremos voltar para casa, para a Ucrânia".

Outras fontes • Euronews Roménia

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