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Professor de matemática em Espanha foi apanhado pelas bombas na Ucrânia e ficou a ajudar

O jornalista Juan Carlos de Santos à conversa com Rostislav Fillipenko
O jornalista Juan Carlos de Santos à conversa com Rostislav Fillipenko Direitos de autor Euronews
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De  Juan Carlos De Santos Pascualcom tradução de Francisco Marques
Publicado a Últimas notícias
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Rostislav Fillipenko é ucraniano e trabalhava em Madrid, foi visitar a família a Kharkiv, onde acabou surpreendido pela invasão russa, mas ficou. À Euronews conta porquê

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Rostislav Filippenko é ucraniano, trabalha como professor de matemática em Madrid, Espanha, mas quando começou a invasão russa estava em Kharkiv, a cidade russófona no nordeste da Ucrânia onde as forças fiéis a Putin esperavam a ser bem recebidas, mas acabaram repelidas.

Em entrevista esta quarta-feira à Euronews, este professor tornado voluntário de guerra levou-nos a passear pelas ruas de uma das cidades mais bombardeadas pelas forças afetas ao Kremlin, numa ofensiva injustificada contra um país soberano e que está a chocar o mundo.

Rostislav falou com o jornalista Juan Carlos de Santos poucas horas depois de ter ouvido "duas explosões". "Fizeram tremer a casa onde estou com a minha família", relatou.

Este professor de matemática tinha viajado para a Ucrânia para visitar os familiares. Apesar do perigo das bombas disparadas diariamente pelas forças militares às ordens de Vladimir Putin contra zonas residenciais, decidiu ficar para tentar ajudar os compatriotas a resistir à invasão.

"Kharkiv está como [a série] 'Walking Dead'. É a melhor descrição. A cidade está completamente vazia. Há casas atingidas por todos os lados. Vidros estilhaçados. O centro está completamente destruído", descreve-nos este matemático, que nos levou através da câmara do respetivo telemóvel pelas ruas da cidade.

Mostrou-nos uma maternidade destruída, ruas vazias de gente, mas cobertas de neve e de marcas de guerra.

Ouvem-se sons de explosões à medida que avançamos, mas Rostislav conta-nos tratarem-se de disparos da artilharia de defesa antiaérea da Ucrânia. "Já aprendemos a reconhecer os sons", diz-nos.

Rostislav leva-nos até um armazém onde podemos ver diversas caixas de cartão cheias com os mais diversos artigos, sobretudo medicamentos.

Por ali, vemos um grupo de pessoas em atividade. Rostislav aderiu a estas equipas de apoio para ajudar por exemplo hospitais.

Uma das funções deste professor de matemática em Espanha agora é percorrer a Ucrânia em busca do que mais falta faz para ajudar quem ficou a proteger Kharkiv.

"Aproxima-se uma crise de medicamentos que vai ser grave, em especial, para as pessoas mais velhas e para quem tem doenças crónicas, os diabéticos, ou problemas pulmonares, os asmáticos", explica-nos como que a justificar-se porque decidiu ficar a ajudar.

Rostislav Filippenko garante-nos estar agora onde tem de estar, na Ucrânia, a ajudar os compatriotas a defender o país e a liberdade de escolha do povo ucraniano contra a tirania de Vladimir Putin.

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