Fugir da guerra para uma aldeia em Itália

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Tania, Katya e os filhos foram acolhidos por um casal italiano. Conflito na Ucrânia já fez mais de 3,2 milhões de deslocados

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Na pequena aldeia italiana de Belmonte in Sabina, a uma hora de carro de Roma, duas mulheres ucranianas que fugiram com os filhos da guerra no país natal encontraram finalmente um abrigo seguro graças a um casal local que decidiu abrir-lhes as portas e oferecer-lhes um teto.

Tania, refugiada ucraniana:"No sexto dia depois do presidente russo ter dado início à guerra, decidimos deixar o país porque tinhamos medo, não por nós próprias, mas pelas crianças e pelo seu futuro. Elas tinham medo. Em poucos dias iamos ficar sem eletricidade, sem gás, sem água... Como explicar isso às crianças? Elas não estão habituadas a isso, porque antes sempre estiveram bem. Não foi fácil deixar tudo e embarcar numa longa viagem."

Tania e Katya deixaram para trás os maridos, em Lviv. Aqui, a dois mil quilómetros de casa, podem cuidar dos filhos e vê-los jogar em segurança. Mas os olhos estão postos no futuro e o objetivo é voltar assim que possível para a Ucrânia.

Katya, refugiada ucraniana:"Acreditamos que o nosso futuro será regressar a casa juntos e construir uma nova vida, retomar a vida económica, reconstruir o país, com um futuro tão pacífico como antes."

A história de Tania e Katya é uma história de solidariedade que se repete em vários pontos da Europa, à medida que o conflito se prolonga e o número de refugiados aumenta.

Segundo os últimos dados da ONU, a invasão russa já fez mais de 3,2 milhões de deslocados ucranianos, dois terços dos quais se encontram na Polónia.

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