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Mulheres podem desempenhar cargos no Estado do Vaticano

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De  Euronews
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Mulheres podem desempenhar cargos no Estado do Vaticano
Direitos de autor  Andrew Medichini/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

É uma revolução no Vaticano. As mulheres vão poder assumir posições administrativas de alto nível na administração. A nova Constituição Apostólica que altera as normas foi anunciada em conferência de imprensa e entra em vigor no dia 5 de junho. O texto diz que os leigos (homens e mulheres) podem ter responsabilidades governativas na Curia.

Anteriormente, os cargos ministeriais ou "dicastérios" só podiam ser ocupados por membros do clero masculino, mas ao abrigo da nova constituição apostólica serão agora abertos a leigos - incluindo mulheres.

A Predicat Evangelium - Pregar o Evangelho - que começou a ser elaborada no ano em que o Papa Francisco assumiu o pontificado vai substituir o documento emitido em 1988 pelo Papa João Paulo II, assinalando o nono ano do pontificado de Francisco.

Mas Francisco não esperou pela nova constituição. No ano passado nomeou, pela primeira vez, uma mulher para o lugar de número dois do Estado do Vaticano, a irmã Raffaella Petrini, que se tornou a primeira mulher na História a assumir um alto cargo num mundo secularmente reservado aos homens.

Foi também nomeada a freira italiana Alessandra Smerilli para o departamento do Desenvolvimento do Vaticano, que trata das questões de justiça e paz e a irmã Nathalie Becquart como subsecretária do Sínodo dos Bispos.

O caminho de abertura da Igreja às mulheres tem vindo a ser trilhado desde que o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, se tornou no 266° Papa, com o nome de Francisco, a 13 de março de 2013.