This content is not available in your region

Um mês de guerra na Ucrânia

Access to the comments Comentários
De  euronews
Um mês de guerra na Ucrânia
Direitos de autor  Rodrigo Abd/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

Sirenes, estrondos e fumo no horizonte. O impensável materializa-se a 24 de fevereiro de 2022. A guerra eclode, milhares de soldados russos invadem a Ucrânia a partir do Norte, do Leste e do Sul. Em poucas horas, ocupam a central elétrica de Chernobyl. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy decreta a a Lei Marcial e ordena a mobilização geral de todos os homens maiores de 18 anos.

Nos dias que se seguem, o Ocidente anuncia um rol de sanções sem precedentes contra a Rússia, desconectando-a do sistema financeiro internacional. Vladimir Putin coloca as suas forças de dissuasão nuclear em alerta máximo.

A resistência ucraniana e inesperadamente feroz e resiliente. Volodymyr Zelenskyy recusa sair de Kiev e multiplica as mensagens patrióticas e pedidos de ajuda à comunidade internacional através das redes sociais

As tropas russas ganham terreno no Leste e no Sul, conquistam de Kherson, a Norte da Crimeia, a primeira grande cidade ucraniana a cair, mas a população mostra claramente estar contra a ocupação.

Dois dias mais tarde, após duros combates, as tropas russas tomam a central nuclear de Zaprorizhzhia, a maior da Europa. A preocupação cresce junto da comunidade internacional.

Entretanto, mais de um milhão de pessoas, quase todas mulheres e crianças, já fugiram do país. A maioria encontra refúgio na Polónia.

A invasão ainda mal começou, mas a frustração do exército russo vê-se do espaço... imagens de satélite mostram uma gigantesca coluna militar bloqueada na estrada em direção a Kiev.

Surge o espetro de uma guerra sangrenta ao estilo do que aconteceu na Chéchénia ou na Síria: Moscovo impõe um cerco impiedoso e bombardeia maciçamente a cidade portuária de Mariupol, na costa do Mar de Azov. Uma maternidade e um hospital pediátrico são atingidos. Uma semana depois, as bombas destroem um teatro convertido em abrigo, onde centenas de civis estavam refugiados. A maioria das tentativas para abrir corredores humanitários falha e Mariupol começa a enterrar as vítimas em valas comuns.

Transformado praticamente num pária na cena política internacional, o presidente russo mistura-se com a multidão em Moscovo no 8º aniversário da anexação da Crimeia...

Passou um mês desde a invasão, a guerra continua... Há milhares de mortos de ambos os lados, e muitos deles são civis ucranianos. O número de refugiados aproxima-se dos 4 milhões, há quase 3,5 milhões de deslocados internos e o diálogo dos surdos prossegue quanto a um possível cessar-fogo.