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Ucrânia: Rússia reposiciona tropas no Donbass e retira de Chernobyl

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Na ofensiva em território ucraniano, a Rússia reposiciona tropas no Donbass, começa retirada de Chernobyl e continua a bombardear a região de Kiev

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As bombas continuam a cair na região de Kiev, apesar da promessa russa de reduzir a ofensiva. As tropas ucranianas recuperaram o controlo de Kukhari e de Trostyanet, perto de Sumy, onde as tropas russas deixaram um rasto de destruição e incompreensão.

Yevhen Skorobogatskiy, um empresário que integrou a defesa territorial da Ucrânia, conta: "Tenho oito primos que vivem na Rússia. Quando a guerra começou, telefonei-lhes e, devo dizer-vos, agora sinto que já não tenho primos, porque eles me disseram que eles - os russos - nos estão a libertar do nazismo".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, acusa a Rússia ter mentido repetidamente e diz que é de esperar o reforço de ações ofensivas.

"De acordo com os nossos serviços secretos, as unidades russas não estão a retirar-se, mas sim a reposicionar-se. A Rússia está a tentar reagrupar-se, reabastecer e reforçar a sua ofensiva na região de Donbass".

No relatório diário de guerra, o porta-voz do ministério da Defesa russo disse que os mísseis de cruzeiro russos destruíram uma série de grandes depósitos de combustível utilizados pelas tropas ucranianas no Donbass, agora o alvo prioritário da "operação militar especial".

Isto no dia em que as forças russas começam a retirada do complexo nuclear de Chernobyl.

Vladimir Putin assinou um decreto para recrutar 134.500 novos soldados esta primavera, recrutas que, oficialmente, não irão combater na Ucrânia.

Os soldados que já regressaram da guerra são recebidos com honras e alguns recebem medalhas pela sua "bravura e heroísmo".

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