À beira do abismo ambiental

Relatório critica a postura dos países mais ricos
Relatório critica a postura dos países mais ricos Direitos de autor Charlie Riedel/AP
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De  Teresa Bizarro com Agências
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Relatório da ONU é arrasador para os países ricos que, apesar de todas as promessas e alertas, deixam um rasto de recordes de poluição na última década. A análise só tem uma boa notícia: ainda é possível evitar a catástrofe

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Soam estridentes as campainhas do aquecimento global. Apesar de todas as reuniões e promessas políticas, na última década bateram-se recordes de emissões de gases que provocam o efeito de estufa. De tal forma que a ONU corrige a previsão: se não houver uma mudança profunda, até ao final do século a temperatura pode aumentar 3,5º Celsius.

O secretário-geral das Nações Unidas regista que "estamos num caminho para o aquecimento global de mais do dobro do limite de 1,5º acordado em Paris" e sublinha que "alguns líderes governamentais e empresariais estão a dizer uma coisa mas a fazer outra". 

Dito de uma forma simples, [os líderes mundiais] estão a mentir e os resultados serão catastróficos. Isto é uma emergência climática
António Guterres
Secretário-geral da ONU

O relatório de peritos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) faz um diagnóstico sem rodeios da situação atual.

O aumento da exploração de combustíveis fósseis e a substituição de grandes extensões de floresta por campos agrícolas compromete o futuro. A única boa notícia é de que ainda é possível reverter a situação.

"A grande mensagem que vos transmitimos, as actividades humanas conduziram-nos a este problema e a acção humana pode tirar-nos de novo dele e penso que essa é a mensagem de esperança que estamos a tentar transmitir neste relatório. Nem tudo está perdido. Temos realmente a oportunidade de fazer alguma coisa," diz James Skea, co-autor do relatóio do IPCC.

Os especialistas dizem que ainda é possível evitar a catástrofe. Para isso, as emissões globais devem ser reduzidas em 45% nos próximos oito anos.

Os dados mostram que 40% dos gases vêm da Europa e da América do Norte. Cerca de 12% pode ser atribuído à Ásia Oriental, que inclui a China.

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