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Cidades chinesas tentam ajustar estratégias para travar pior período da Covid-19

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De  Francisco Marques
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China aumenta testagem para tentar controlar pico da pandemia
China aumenta testagem para tentar controlar pico da pandemia   -   Direitos de autor  AP Photo/Andy Wong

A China enfrenta o que se estima estar a ser o pior momento da pandemia desde que a Covid-19 surgiu em finais de dezembro de 2019 em Wuhan.

Apesar de ser produtor de uma vacina anticovid e da política de tolerância zero em vigor para travar quaisquer surtos no país, os serviços de saúde estão sob forte pressão e há cidades inteiras confinadas, como por exemplo Xangai, onde residem mais de 25 milhões de pessoas.

A vice-presidente do governo municipal de Xangai anunciou a realização de uma nova ronda de testes PCR aos habitantes e admite rever as medidas de confinamento consoante os resultados, reduzindo as restrições por exemplo aos edifícios onde se identifiquem casos ativos.

"Vamos implementar medidas que vão variar de acordo com a área, com base nos resultados dos testes", referiu Zong Ming.

Xangai viu-se obrigada a improvisar uma centena de hospitais de campanha para acrescentar mais de 160 mil camas para ajudar na assistência aos "doentes covid".

A contagem oficial divulgada este sábado revelou um total de 23.624 infeções diagnosticadas sexta-feira, entre casos confirmados e assintomáticos.

As autoridades da cidade chinesa de Cantão, no sul do país, também anunciaram este sábado a realização de testes aos residentes de vários distritos, depois de terem confirmado o registo de dois novos casos.

"A situação é mais grave do que há alguns meses, quando a cidade teve de lidar com um surto da variante delta", revelaram as autoridades de Cantão em comunicado citado pela agência EFE.

A Comissão Nacional de Saúde da China confirmou este sábado o diagnóstico de 1.350 novos casos de Covid-19, incluindo 1.334 por contágio local, além de 23.815 casos assintomáticos, com a maioria a ser registada em Xangai.

A mais recente variante de preocupação, a Ómicron, que se revelou resistente às cinco vacinas aprovadas na União Europeia mas que pode ser controlada mediante reforço das doses de imunização, é agora a dominante na China, o que permite questionar a eficácia das vacinas anticovid chinesas que têm sido utilizadas também no Brasil e em vários países de África.

Outras fontes • Lusa, Xinhua