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Emmanuel Macron e Marine Le Pen disputam a presidência francesa

Noite eleitoral em França
Noite eleitoral em França Direitos de autor Francois Mori/AP
Direitos de autor Francois Mori/AP
De  Euronews
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A França repete o cenário de há cinco anos e põe na corrida à presidência Emmanuel Macron e Marine Le Pen, num contexto de crise e de guerra na Europa

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A França enfrenta duas semanas decisivas para o seu futuro e para o futuro da Europa. A campanha eleitoral para a segunda volta da eleição presidencial será tudo menos fácil.

Emmanuel Macron venceu a primeira volta, vai enfrentar Marine Le Pen na segunda e pediu aos franceses:

"Durante as próximas duas semanas, não poupemos esforços porque nada está feito, sejamos humildes, determinados, convençamos todos. No próximo dia 24 de abril podemos fazer a escolha de uma nova era francesa e europeia, no dia 24 de abril, podemos fazer a escolha da esperança, no dia 24 de abril, podemos fazer a escolha da França e da Europa juntas".

Uma Marine Le Pen mais moderada, conseguiu galvanizar o eleitorado nas questões da inflação e da perda de poder de compra e prometeu na noite da primeira volta: "Vou assegurar a independência nacional para fazer da França um país de paz. Recuperarei a soberania da França em todas as áreas, o que significa a liberdade do povo francês de decidir por si próprio e defender os seus interesses. Controlarei a imigração e restabelecerei a segurança para todos".

O veterano da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon, fez um surpreendente terceiro lugar arrecadando 22% de votos preciosos nesta segunda volta. No discurso da noite eleitoral não apoiou nenhum candidato, mas repetiu 3 vezes um sentido de voto ao seu eleitorado.

"Por quem é que tomaríamos os franceses? Eles são capazes de saber o que fazer. Eles são capazes de decidir o que é bom para o país. Nunca perderemos a nossa confiança na democracia, portanto, não devem dar um voto à Sra. Le Pen".

A eleição confirmou o declínio dos tradicionais partidos do arco da governação. Tanto a candidata socialista, Anne Hidalgo (1,7%), como a dos Republicanos, Valérie Pécresse (4,8%), tiveram votações residuais.

A atenção da França e da Europa está já na segunda volta, a 24 de abril.

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