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Borodyanka tem vestígios de explosivos proibidos

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De  Sérgio Ferreira de Almeida  & euronews
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Borodyanka tem vestígios de explosivos proibidos
Borodyanka tem vestígios de explosivos proibidos   -   Direitos de autor  Petros Giannakouris/The Associated Press

Com um cenário de prédios de apartamentos bombardeados e escombros em Borodyanka, uma cidade na região de Kiev, dezenas de elementos das equipas de resgate trabalham 24 horas por dia para limpar o que sobrou desta cidade. Mas, para além de limpar, estão a recolher provas para as investigações que já estão a decorrer.

Só em Borodyanka foram encontrados mais de 1300 explosivos. Yurii Cehniuk, responsável pela Unidade de Operações Especiais do Serviço de Emergência da Ucrânia, revela que "durante o bombardeamento da cidade, a força aérea usou bombas de 250 e de 500 quilos. As bombas de fragmentação que cobriam a zona, e que já foram neutralizadas, e os lança mísseis foram usados nos bairros em redor."

As autoridades ucranianas estão agora a ser apoiadas por unidades internacionais nesta investigação porque para muitos não restam dúvidas sobre o que se passou e está a passar em muitas cidades do país.

Para Yurii Cehniuk, não há dúvidas.

Claro que é um crime de guerra. Eram prédios civis, onde viviam pessoas na altura do bombardeamento. Não havia aqui militares. Atacaram uma cidade pacífica e usaram bombas de fragmentação, que são proibidas, precisamente nesta praça, no centro da cidade
Yurii Cehniuk
Responsável pela Unidade de Operações Especiais do Serviço de Emergência da Ucrânia

No terreno estão também a trabalhar organizações não-governamentais como a Truth Hounds. Não querem ser identificados por questões de segurança. Mas explicam como atuam:

"Falamos com pessoas que conheciam outras pessoas que foram levadas como prisioneiras, que foram torturadas e abusadas. Também recolhemos testemunhos acerca da execução de civis."

As provas recolhidas, consideradas confidenciais, são depois catalogadas e enviadas para as autoridades nacionais e internacionais.

O Tribunal Penal Internacional abriu uma investigação logo após o início da invasão, a pedido da Ucrânia e apoiada por 39 países.