This content is not available in your region

Ataques de Paris: alegados cúmplices estão a ser julgados

Access to the comments Comentários
De  Euronews
euronews_icons_loading
Bataclan, Paris
Bataclan, Paris   -   Direitos de autor  Adrienne Surprenant/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved

Começou em Bruxelas, o julgamento dos alegados cúmplices dos terroristas que executaram os ataques em Paris, em novembro de 2015.

13 homens e uma mulher são acusados de apoiarem os combatentes do Estado Islâmico, antes e depois dos ataques.

A defesa diz que não são radicais; a acusação quer determinar o papel que desempenharam.

Olivier Mallinius, porta-voz do tribunal francófono de primeira instância de Bruxelas, questiona: "Então, podemos falar de chefes subalternos? Essa é obviamente a decisão que terá de os definir, ou não. Na realidade, estamos a falar de pessoas que são suspeitas de terem prestado assistência, antes ou depois dos ataques, a pessoas que estão envolvidas no caso de Paris".

O advogado de defesa, Yannick De Vlaemynck, argumenta: "Não posso falar por todos os arguidos, mas no que diz respeito aos meus clientes, eles não são radicalizados, não têm nada a ver com o Islão radical. São acusados de prestar uma ajuda pontual, o que eles contestam. "

Doze dos arguidos enfrentam acusações de liderança de grupo terrorista ou participação em atividades terroristas, crimes cuja pena chega aos 15 anos de prisão.

Alguns são acusados de alojar secretamente Salah Abdeslam, o francês de origem marroquina, que é o principal suspeito dos ataques em Paris que mataram 130 pessoas.

Abdeslam escondeu-se em Bruxelas durante quatro meses até à sua captura, quatro dias antes de um duplo atentado em Bruxelas, que matou 32 pessoas.

Dois enfrentam acusações não terroristas, um por ter fornecido documentos falsos aos envolvidos tanto nos ataques de Paris como nos atentados à bomba no aeroporto de Bruxelas e no metro de Bruxelas em março de 2016. O outro é acusado de manipulação de armas e material explosivo.

O julgamento está a decorrer nas antigas instalações da NATO, na capital belga, sob fortes medidas de segurança.