Marine Le Pen à "caça" de votos

União Nacional tenta eleger Marine Le Pen
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De  Cyril Fourneris
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União Nacional de Marine Le Pen tenta captar o voto dos franceses a poucos dias da segunda volta das presidenciais que se realiza no domingo

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A poucos dias da segunda volta das eleições presidenciais em França, a caça aos eleitores está a todo vapor nas ruas de Paris. A estratégia do União Nacional, de Marine Le Pen, é aliciar os franceses que estão desapontados com o atual presidente.

Jacqueline, uma apoiante do União Nacional, começa por dizer que não são fascistas e que "o 'qualquer um menos Macron' é o nosso principal argumento. Para quem quer livrar-se de Emmanuel Macron só existe uma candidata e é Marine Le Pen."

Para representar uma alternativa credível, principalmente entre os eleitores de esquerda, o partido - que já foi liberal - promete, agora, proteger os trabalhadores, mas continua firme em certos fundamentos, como por exemplo a Europa.

"Acreditamos na soberania dos povos, na Europa das Nações. Cada um encontra a sua soberania e o seu poder. Marine Le Pen fará um referendo sobre a imigração, que tornará a Constituição francesa superior à jurisprudência europeia. Ela tem um projeto nacional que não é nem de direita nem de esquerda", sublinha o porta-voz do União Nacional, Philippe Ballard.

Marine Le Pen está a tentar desvincular-se do rótulo de extrema-direita, o que não é uma tarefa fácil. Este processo de "des-demonização" começou há alguns anos, mas ainda não está concluído, segundo o analista político Pascal Perrineau:

"A União Nacional continua a assustar alguns franceses. Este partido é considerado como um partido solitário. Os franceses perguntam quem são seus aliados, se Marine Le Pen teria capacidade para formar uma equipa governamental de pessoas competentes e sólidas."

Estas são perguntas que Marine Le Pen tem apenas alguns dias para responder.

"Na primeira ronda, os franceses escolhem, na segunda eliminam. Muitas vezes, é assim que se resume as eleições presidenciais. Se Emmanuel Macron ainda está à frente nas sondagens, há também um forte sentimento anti-Macron... E a eleição de Marine Le Pen está - e talvez pela primeira vez - no domínio do possível", relata o jornalista da euronews Cyril Fourneris.

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