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"Frente Republicana" não garante vitória

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De  Cyril Fourneris
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Emmanuel Macron
Emmanuel Macron   -   Direitos de autor  Charly TRIBALLEAU / AFP

A três dias da segunda volta das presidenciais francesas, Emmanuel Macron repete os perigos do voto na rival Marine Le Pen. A chamada "Frente Republicana” contra a extrema-direita tem sido uma tradição em França nas últimas décadas, mas muitos eleitores, especialmente os de esquerda, dizem que não conseguem votar em nenhum dos candidatos

Felizmente para o ainda presidente, há muitos franceses que querem votar contra Marine Le Pen. Bárbara Granatelli, do “República em Marcha”, diz que “votar em branco é votar Marine Le Pen". “Significa permitir que ela chegue ao poder. Já não se trata de concordar ou discordar de Macron, mas de concordar com o Estado de direito, a República, a Europa, valores que estão na origem da nossa sociedade", defende.

A maioria da classe política francesa apela ao voto em Emmanuel Macron, que continua a ser o favorito nas eleições. Mas os analistas avisam que o equilíbrio de poder não é o mesmo de há cinco anos.

Martial Foucault, analista político, considera que a “Frente Republicana” pode não ser suficiente para mobilizar os eleitorados de Jean-Luc Mélenchon e, de uma forma mais abrangente, os eleitorados de esquerda, os Verdes, o Partido Socialista e o Partido Comunista. Por isso, diz que “existe um risco na construção de uma estratégia de segunda volta apenas à volta da “Frente Republicana” e que os candidatos “terão de fazer mais para evitar que os eleitores se afastem das urnas”.

E Emmanuel Macron está a tentar fazer mais, com o passo atrás na idade da reforma e prometendo o "planeamento ecológico" defendido por Jean-Luc Mélenchon.

Em 2002, quando o pai do Marine Le Pen chegou à segunda volta das eleições, a “Frente Republicana” era muito mais visível. Vinte anos depois, há muitas reservas e teremos de esperar até domingo para ver o que realmente resta dela.