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Cientistas ucranianos integrados noutros países

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De  Carlos Marlasca  & Euronews
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Segundo as disposições ucranianas, só as cientistas e os cientistas com mais de 60 anos podem deixar o país
Segundo as disposições ucranianas, só as cientistas e os cientistas com mais de 60 anos podem deixar o país   -   Direitos de autor  Euronews

O TJ-II é muitas vezes apresentado como uma proeza científica em Espanha. E agora conta com a participação de dois investigadores ucranianos, que foram obrigados a deixar para trás os seus projetos em Kharkiv.

"Aconteceu-nos várias vezes, durante o dia e a noite, estarmos na cave do nosso edifício e ouvirmos as bombas a caírem", conta Oleksandr Kozachok, investigador ucraniano.

Há muito que ambos mantinham um trabalho de cooperação com este projeto de fusão nuclear termodinâmica destinado a criar energia limpa. "As condições de trabalho aqui são muito boas. E as condições de vida também", aponta o colega, Oleksandr Chmyga.

Foi o diretor do Laboratório Nacional de Fusão espanhol no CIEMAT, Carlos Hidalgo, quem impulsionou a vinda dos dois cientistas para Madrid. "É óbvio que é uma situação extrema. Ambos têm os familiares na Ucrânia. Mas, neste último mês, temos visto melhorias no estado anímico", afirma.

Para já, a ideia é ficarem cerca de um ano antes de regressar para reconstruir o que a guerra devastou. Durante décadas, o projeto do TJ-II contou com o envolvimento de cientistas russos. Mas a invasão da Ucrânia levou a uma exclusão temporária. Já os investigadores ucranianos beneficiam de apoios para encontrar trabalho em várias partes do mundo.

Um desses apoios é uma plataforma chamada Ciência pela Ucrânia ("Science for Ukraine"). O coordenador em Espanha, Albert Palou, salienta que "têm ótimos currículos. São muito competitivos. Uma dos investigadores que integrámos já recebeu uma proposta para ir trabalhar num dos melhores centros do mundo, na Suíça".

Segundo as disposições ucranianas, só as cientistas e os cientistas com mais de 60 anos podem deixar o país.