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Demite-se diretor da agência europeia de fronteiras

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De  Euronews
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Fabrice Leggeri está a ser investigado pelo Organismo Europeu de Luta Antifraude (Olaf)
Fabrice Leggeri está a ser investigado pelo Organismo Europeu de Luta Antifraude (Olaf)   -   Direitos de autor  Virginia Mayo/Associated Press

A vaga de revelações em torno da Frontex - a agência europeia que gere as fronteiras externas - já provocou uma baixa e não podia ser mais expressiva. Foi o próprio diretor-executivo da estrutura, Fabrice Leggeri, a apresentar a demissão.

O governo grego garante que as alegações não são verdadeiras, mas não fornece explicações para o facto de serem encontradas pessoas em botes salva-vidas no meio do mar.
Tomas Statius
Lightouse Reports

Leggeri está a ser investigado pelo Organismo Europeu de Luta Antifraude (Olaf), sendo alvo de uma série de acusações. Uma das mais relevantes, divulgada por um consórcio jornalístico de que fazem parte o Le Monde e o Der Spiegel, prende-se com a expulsão ilegal e sistemática de migrantes, nomeadamente de águas territoriais gregas para o lado turco.

"Basicamente, a Frontex diz sempre a mesma coisa: alegam que não estão mandatados para investigar as ações de um determinado país europeu. Tudo o que podem fazer é providenciar ajuda operacional. Já o governo grego garante que as alegações não são verdadeiras, mas não fornece explicações para o facto de serem encontradas pessoas em botes salva-vidas no meio do mar", aponta Tomas Statius, da Lightouse Reports, membro do referido consórcio.

Fala-se, concretamente, no Mar Egeu. De acordo com as investigações, entre março de 2020 e setembro de 2021, a Frontex terá consentido o abandono em pleno mar de quase mil migrantes, o que contraria as convenções internacionais nos princípios de proteção de refugiados e assistência a pessoas em risco de vida.