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Mali quebra acordo de Defesa com França

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De  Euronews  com EFE, AFP, Lusa
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AFP   -   Direitos de autor  AFP

A junta militar que governa o Mali declarou ter rompido o tratado de cooperação de Defesa que o país assinou com o governo francês há 8 anos.

Coronel Abdoulaye Maiga, porta-voz da junta que governa o Mali depois dos dois golpes de Estado, anunciou a quebra da cooperação.

"O governo da República do Mali decidiu renunciar: Um, o tratado de cooperação em defesa de 16 de julho de 2014, dois: (...) com efeito imediato, o acordo de 7 e 8 de março de 2013, que determina o estatuto do destacamento francês da força Barkhane.", afirmou o porta-voz do governo transitório. 

A decisão acontece depois de o governo de Macron ter decidido retirar as tropas francesas do país da África ocidental e depois de sair a público que no terreno estariam mercenários do grupo Wagner, alegadamente relacionados ao Kremlin e acusados de crimes não só no Mali mas também na Síria e na Líbia.

A Rússia já veio desmentir ligações a este grupo. O chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov, disse esta segunda-feira de manhã que a empresa privada russa Wagner está presente no Mali e na Líbia por “razões de natureza comercial”. 

Segundo Lavrov, Moscovo deu explicações à França sobre esta questão quando o Governo francês questionou por ter ficado “perturbado porque a Wagner assinou um acordo com o Governo do Mali para a prestação de serviços de segurança”.

“O meu caro colega Jean-Yves Le Drian [homólogo francês], assim como [o chefe da diplomacia europeia] Josep Borrell, em setembro de 2021, disseram-me diretamente que a Rússia não tinha nada a fazer na África, nem por meios estatais, nem por meios privados, porque África é uma área [de interesse] da UE e da França”, disse Lavrov.