Rússia ataca Azovstal, sem grandes avanços noutros territórios

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O ministério da Defesa do Reino Unido diz que, apesar das declarações de Moscovo, as forças russas contiunuam o ataque à fábrica Azovstal, em Mariupol

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As forças russas continuaram as operações ofensivas ineficazes no sul de Kharkiv, Donetsk, e Luhansk sem alcançarem quaisquer ganhos territoriais significativos nas últimas 24 horas - isto de acordo com a última avaliação Instituto para o Estudo da Guerra (ISW).

Há movimentos interessantes fora da Ucrânia, nas fronteiras do país. Primeiro, a Bielorrússia, onde se iniciaram súbitos exercícios em grande escala.

O ISW diz que é altamente improvável que as forças bielorrussas entrem na guerra na Ucrânia e que provavelmente visam distrair as forças ucranianas, ameaçando com novas ações, impedindo-as de se empenharem na batalha pelo Donbas.

E há sinais bastante semelhantes no Sul. Onde, diz o ISW, as forças russas e o seu aliado da Transnístria continuarão provavelmente a encenar provocações com a possibilidade de uma operação militar fora da Transnístria para ameaçar as forças Ucranianas e as manter em Odessa.

Em vez disso, a contraofensiva ucraniana fora da cidade de Kharkiv poderá forçar as forças russas a decidir se reforçam posições perto de Kharkiv ou se arriscam perder a maior parte ou todas as suas posições dentro do alcance da artilharia da cidade.

É provável que as forças ucranianas aqui pretendam forçar as unidades russas a reorganizar-se a partir do eixo de Izyum e, potencialmente, ameaçar as linhas de comunicação russas.

As perdas russas continuarão a condicionar os planos operacionais no sul do Donbas, uma vez que o assalto de Mariupol teve elevados custos de pessoal, equipamento e munições para a Rússia.

Diz o Ministério da Defesa do Reino Unido que as forças russas em Mariupol continuaram o seu ataque terrestre à fábrica de aço, Azovstal, apesar das declarações russas afirmando que apenas queriam bloquear o acesso.

O esforço renovado da Rússia para controlar a Azovstal e completar a captura de Mariupol está provavelmente ligado às próximas comemorações do Dia da Vitória - 9 de Maio - e ao desejo de Vladimir Putin de ter um sucesso simbólico na Ucrânia.

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