México com mais de 100.000 desaparecidos

Fotos de desaparecidos na Glorieta de la Palma, Cidade do México
Fotos de desaparecidos na Glorieta de la Palma, Cidade do México Direitos de autor PEDRO PARDO/AFP or licensors
De  Rodrigo Barbosa com AFP
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ONU e ONGs denunciam "aumento preocupante" e clima de impunidade

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Impunidade e cada vez mais famílias destroçadas, é o que resta de um número alarmante de desaparecimentos forçados no México.

De acordo com dados oficiais do governo, o país ultrapassou os 100.000 desaparecidos desde que começaram os registos, em 1964.

Em novembro, depois de uma visita ao México, uma comissão da ONU tinha já alertado para a "tendência preocupante do aumento" nos sequestros, alimentada por uma "impunidade absoluta".

ULISES RUIZ/AFP or licensors
Familiares de desaparecidos em Guadalajara (arquivo)ULISES RUIZ/AFP or licensors

Graciela Pérez Rodriguez, investigadora e fundadora do projeto Forensic Citizen Science: 

"[O governo] admitiu que há desaparecidos. Mas continua a haver desaparecimentos, o que significa que a insegurança e, o que chamo de complicidade, omissão ou concluio dos governos com grupos criminosos, não acabou."

Se, por um lado, a sociedade civil mexicana é cada vez mais vocal acerca do problema, por outro as organizações de defesa dos Direitos Humanos dizem que não há progresso em termos de medidas institucionais.

O fenómeno dos desaparecimentos forçados no México começou nos anos 60, mas os números dispararam nos últimos 15 anos, com o aumento das atividades ligadas ao tráfico de drogas e a guerra lançada contra os cartéis pelo antigo presidente Felipe Calderón.

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Posted by International Committee of the Red Cross on Tuesday, May 17, 2022

O Comité Internacional da Cruz Vermelha diz que os 100.000 casos sublinham a necessidade imediata de fortalecer os mecanismos de prevenção, pesquisa e identificação. Só no primeiro trimestre de 2022, mais de três mil pessoas foram registadas como desaparecidas em território mexicano.

Outras fontes • ICRC

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