Boris Johnson sob forte pressão em Londres devido às festas em plena Covid-19

Primeiro-ministro britânico em açaõ no Parlamento
Primeiro-ministro britânico em açaõ no Parlamento Direitos de autor Jessica Taylor/UK Parliament via AP
De  Francisco Marques
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Consultor de ética avisa primeiro-ministro britânico sobre alegada violação do código de conduta ministerial e uma moção de censura pode estar a caminho

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Boris Johnson pode vir a ter de se explicar por ter recebido da polícia uma notificação de pena fixa devido às festas em que participou nas instalações oficiais do governo britânico durante o período de apertado controlo à Covid-19, em junho de 2020.

A notificação pela participação no agora famoso processo "partygate" levou o respetivo consultor de ética do primeiro-ministro britânico a considerar legítimas as questões levantadas sobre a alegada violação do código de conduta dos membros do governo do Reino Unido e avisou para a eventual "ridicularização" desse regulamento ministerial se Boris Johnson se recusar a esclarecer o assunto.

O processo está a criar cisões no próprio Partido Conservador e já haverá mesmo alguns deputados da bancada do governo a manifestar o desejo de uma moção de censura à liderança de Boris Johnson.

A ameaça começou a ganhar forma após a divulgação do relatório de um investigador, que alega "falhas de liderança e de julgamento" por parte do chefe de Governo ao ter autorizado festas que violavam as regras anticovid impostas pelo próprio governo aos britânicos logo nos primeiros meses da pandemia.

O vice-primeiro-ministro, Dominic Raab, considera no entanto não haver justificação para uma moção de censura ser colocada a votação já na próxima semana, como sugeriu William Hague, um antigo líder do Partido Conservador.

Numa entrevista concedida esta manhã à Sky News, o braço direito de Boris Johnson defende que o problema já terá sido devidamente gerido pelo chefe de Governo e sublinha ser agora altura de enfrentar outros problemas do Reino Unido.

Na bancada parlamentar oposta, o líder trabalhista, Keir Starmer, deverá ter de responder às autoridades por ter participado também numa alegada festa realizada à revelia das restrições pandémicas, em abril de 2021, num processo informalmente conhecido como "beergate".

Outras fontes • Guardian, Independent, Sky News

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