Boris Johnson de pedra e cal em Downing Street

Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, sai de Downing Street, Reino Unido
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Primeiro-ministro britânico recusa-se a abandonar funções, mesmo após sucessivos escândalos e demissões no governo.

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Boris Johnson não sai de Downing Street. O primeiro-ministro britânico recusa-se a abandonar o governo, após mais de 40 funcionários do executivo se terem demitido em apenas 24 horas.

E mesmo depois de, esta quarta-feira à noite, um grupo de ministros ter batido à porta do número 10, para pedir a demissão de Johnson, o líder do governo diz estar no cargo de pedra e cal.

Nem os apelos de ministros outrora apoiantes; como a ministra do Interior, Priti Patel, ou o ministro dos Transportes, Grant Shapps,parecem ter demovido o primeiro-ministro. Num contra-ataque, Boris Johnson despediu Michael Gove, ex-ministro da Habitação e Comunidades e uma das vozes internas mais críticas da liderança.

Numa tempestuosa sessão na Câmara dos Comuns, Boris Johnson informou os opositores de que está no governo para ficar, apesar de a oposição não desistir de tentar abalar as fundações de um governo em queda.

"Francamente, Sr. Presidente, o trabalho de um primeiro-ministro em circunstâncias difíceis, quando lhe é entregue um mandato colossal, é continuar. E é isso que eu vou fazer", disse o chefe do executivo britânico.

Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, não perder a oportunidade de confrontar Johnson e lembrar a memória dos deputados presentes com alguns dos sucessivos escândalos que minaram a estabilidade do governo

"Era a mesma coisa quando o dinheiro dos contribuintes estava a ser usado abusivamente, e era a mesma coisa quando ele e os companheiros faziam festas durante o confinamento. Quem desistir agora, depois de ter defendido tudo isso, não tem um pingo de integridade. Sr. Presidente, não será este o primeiro caso registado de navios a afundar que fogem do rato?", questionou satiricamente.

Os conservadores ponderam agora mudar as regras da liderança. Tudo para que, dentro de dias, Boris Johnson possa enfrentar outra moção de censura, um desafio ao qual o primeiro-ministro promete continuar a dar luta, mas do qual - acreditam os críticos - não irá sobreviver politicamente.

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