Aprovado plano para deportar requerentes de asilo para o Ruanda

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Tribunal de Recurso do Reino Unido não aceitou o último recurso interposto por ativistas

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OTribunal de Recurso do Reino Unidoaprovou o plano do governo de querer deportar requerentes de asilo de várias nacionalidades para o Ruanda.

O controverso plano do executivo de Boris Jonhson provocou várias manifestações. Protestos que não evitaram a decisão da justiça de não aceitar o recurso interposto por ativistas e por defensores dos direitos de imigração.

O primeiro voo deverá partir esta terça-feira com 29 pessoas.

Boris diz querer evitar "travessias ilegais"

A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro do Reino Unido como forma a evitar que as pessoas arrisquem a vida em travessias ilegais e evitar que financiem redes de tráfico humano.

A ideia de Boris é que os migrantes que pedem asilo fiquem no país, neste caso, no Ruanda, a aguardar decisão do pedido. 

A medida está a ser criticada pela ONU. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, representado por Filippo Grandi, diz que este acordo é  "tudo errado" e que "a base do direito de asilo é as pessoas que estão no território de um país - especialmente um país que é signatário da convenção - terem as instituições e não exportar essa responsabilidade para outro país", diz. "(...) contraria qualquer noção de responsabilidade", conclui. 

Entretanto, no Ruanda, alguns hoteís já estão preparados para receber os migrantes, enquanto estes aguardam decisão do pedido de asilo.

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