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Controverso acordo envia migrantes e requerentes de asilo do Reino Unido para o Ruanda

Ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel
Ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel Direitos de autor Martial Trezzini/' KEYSTONE / MARTIAL TREZZINI
Direitos de autor Martial Trezzini/' KEYSTONE / MARTIAL TREZZINI
De  euronews
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Pacto entre Reino Unido-Ruanda tem levantado preocupações éticas.

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O primeiro grupo de requerentes de asilo enviados pelo Reino Unido para o Ruanda, ao abrigo de um novo e controverso acordo, deverá chegar ao país africano "nas próximas semanas" - segundo as autoridades de Kigali, a capital do Ruanda. Entretanto, a Ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Vincent Biruta, reuniram-se na sede da ONU em Genebra, na Suíça.

O acordo tem atraído fortes críticas e levantado preocupações éticas, desde que foi anunciado no mês passado.

Somos um governo juntamente com os nossos parceiros, o governo do Ruanda, a encontrar soluções novas e inovadoras para problemas globais. Receio que outras organizações e outros países não estejam a encontrar alternativas e a situação, simplesmente, já não é aceitável.
Priti Patel, ministra do Interior do Reino Unido
Ministra do Interior do Reino Unido
Assim que o Reino Unido estiver pronto para enviar o primeiro grupo de requerentes de asilo, estaremos prontos para os receber. Colocámos em prática todos os mecanismos necessários para que possamos processar os pedido de asilo. E também estamos a trabalhar na logística.
Vincent Biruta
Ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda

Ao abrigo deste acordo, o governo britânico enviará para o Ruanda qualquer pessoa que entre ilegalmente no Reino Unido, assim como todas as pessoas que chegaram ao país, de forma ilegal, desde o dia 1 de janeiro.

Segundo as autoridades ruandesas, o governo britânico vai contribuir com 120 milhões de libras (aproximadamente 144 milhões de euros) para que os requerentes de asilo sejam "integrados nas comunidades ruandesas".

Várias organizações de direitos humanos consideram o acordo entre Kigali e Londres como "antiético" que compromete as liberdades básicas e ameaçam avançar com processos judiciais contra o governo britânico.

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