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Gazprom reduz fluxo de gás natural para a Europa dos 27

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De  Nara Madeira  com AFP
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Gigante estatal do gás russo, Gazprom
Gigante estatal do gás russo, Gazprom   -   Direitos de autor  Michael Sohn/Copyright 2022 The Associated Press

A Gazprom continua a reduzir o fluxo de gás natural que alimenta a Europa, através da Alemanha. A partir de quinta-feira, a situação agrava-se com uma queda de 60%. A gigante estatal russa de energia justifica a situação alegando problemas técnicos numa estação de compressão, na região de Leninegrado.

O novo corte acontece um dia depois de a Gazprom ter dito que reduziria os fluxos em 40%, devido às sanções canadianas que impediram a Siemens Energy de devolver o equipamento reparado, situação confirmada pela empresa.

A Alemanha não acredita nas explicações de Moscovo. O vice-chanceler dizia, esta quarta-feira, que se tratará de uma manobra política, até porque o acordado com a Comissão Executiva da União Europeia é que a manutenção das estações de compressão da Siemens fica fora das sanções.

"(...) Tenho a impressão de que o que aconteceu ontem é uma decisão política, e não uma decisão tecnicamente justificável. (...) O efeito que terá sobre o mercado europeu e alemão do gás teremos de esperar para ver. (...) Por regra, os fornecedores têm conseguido sempre obter gás de outras fontes".
Robert Habeck
Vice-chanceler e ministro da Economia da Alemanha

A Gazprom informou, também, a gigante italiana do gás, Eni, da redução, em 15%, do fluxo de gás de um outro gasoduto, sem apresentar motivos para esta decisão.

As exportações de gás russo para a Europa têm vindo a diminuir desde o aumento das sanções contra a Rússia, após a invasão da Ucrânia. A Europa procura novas fontes de fornecimento de gás enquanto a Gazprom interrompeu o fornecimento a vários clientes europeus que se recusaram pagar em rublos e reduziu o fornecimento a outros.