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Terminou o julgamento dos atentados de Paris

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De  Euronews
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Retrato de um acusado no julgamento dos atentados de Paris
Retrato de um acusado no julgamento dos atentados de Paris   -   Direitos de autor  Noelle Herrenschmidt/Noelle Herrenschmidt

Terminou o julgamento dos acusados de envolvimento nos ataques de Paris. O veredicto é esperado esta quarta-feira, 29 de junho.

No último dia, de acordo com o procedimento judicial, o tribunal deu a palavra aos 14 arguidos presentes. Os outros seis estão dados como mortos.

O único membro dos comandos ainda vivo, Salah Abdeslam, pediu desculpa às famílias das vítimas.

A acusação pede prisão perpétua. Abdeslam diz que "a pena é justificada, mas não para as pessoas que estão no banco dos acusados" repetindo que "é injusto ser condenado por assassinato".

Philippe Duperron, presidente da Associação das Vítimas "13onze15" acredita que os pedidos de desculpa foram sinceros.

"Para mim, há realmente muita sinceridade no que eles disseram, e é uma coisa óbvia dizer que o testemunho dos queixosos que foram depor teve realmente impacto, teve o seu peso. Todos eles o disseram, todos eles disseram a sua emoção, agradeceram aos queixosos, pediram desculpa e, por mim, não suspeito da sinceridade de todos aqueles que o expressaram".

Bruno Poncet, sobrevivente do ataque no Bataclan, só quer que tudo isto termine: "No fim há uma certa impaciência. É longo, pusemos as nossas vidas em espera durante 10 meses, tentámos sair intactos. Demorei 6 anos a sair do Bataclan, voltei durante 10 meses, foi o que tivemos de fazer e agora estamos realmente impacientes para que termine. Depois, a justiça deve fazer o seu trabalho, espero realmente que estes homens sejam julgados de acordo com o que fizeram e não de acordo com o evento em si, porque, efetivamente, os assassinos não estão no banco dos réus", afirma.

Os ataques ocorreram a 13 de novembro de 2015, mataram 130 pessoas e foram reivindicados pelos terroristas do Estado Islâmico.

No total, foram pedidas penas de prisão entre 5 anos e prisão perpétua para os 20 arguidos.