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Caso da ponte Morandi chega aos tribunais

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De  Euronews  com AFP
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Julgamento da queda da ponte Morandi
Julgamento da queda da ponte Morandi   -   Direitos de autor  Antonio Calanni/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

A Itália começou esta quinta-feira a julgar as 59 pessoas acusadas de responsabilidade na queda da ponte Morandi, em Génova. No acidente, em agosto de 2018, morreram 43 pessoas, entre elas 4 crianças.

A tragédia fez sobressair o estado das infra-estruturas de transporte italianas. A Autostrade per l'Italia (ASPI), que gere quase metade da rede de auto-estradas do país, é acusada de não manter a ponte.

Em fevereiro, o procurador Walter Cotugno disse que"a ponte Morandi foi uma bomba relógio, ouvia-se o tiquetaque, mas não se sabia quando iria explodir".

Cotugno está convencido de que os diretores da Autostrade e da empresa de engenharia Spea, responsável pela manutenção, "estavam conscientes do risco de colapso", mas continuaram relutantes em financiar o trabalho a fim de "preservar os dividendos" dos acionistas.

As conclusões da investigação não deixam dúvidas: "entre a inauguração da ponte em 1967 e a queda - 51 anos depois - não foram realizadas as intervenções mínimas para reforçar as traves do pilar que causou o acidente”.

A maioria dos réus convocados pelo Tribunal de Génova são empresários, diretores e técnicos. Entre eles estão o diretor-geral da Autostrade na altura, Giovanni Castellucci, o antigo chefe da Spea, Antonino Galata, e funcionários do Ministério das Infra-estruturas.

Vão responder por crimes como homicídio involuntário, atentado à segurança dos transportes e vários delitos de negligência.

O julgamento deve durar entre dois a três anos.