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Trump incitou extremistas em assalto ao Capitólio, diz Comissão

Comissão do Congresso dos EUA realiza sétima conferência sobre assalto ao Capitólio
Comissão do Congresso dos EUA realiza sétima conferência sobre assalto ao Capitólio Direitos de autor SARAH SILBIGER / POOL / AFP
Direitos de autor SARAH SILBIGER / POOL / AFP
De  Euronews
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Participantes no ataque foram ouvidos na sétima audiência realizada por comissão do Congresso norte-americano para investigar a invasão de 6 de janeiro de 2021.

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A comissão parlamentar responsável pela investigação do assalto ao Capitólioestabeleceu uma ligação entre Donald Trump e os distúrbios de 6 de janeiro de 2021.

Ao sétimo dia das audiências, ficou provado que o ex-presidente dos Estados Unidos da América (EUA) encorajou de forma deliberada grupos de extrema-direita a tentar anular a eleição de Joe Biden.

O testemunho Eric Herschmann, um antigo conselheiro da Casa Branca, veio ainda confirmar a realização de uma reunião, em dezembro de 2020, até agora desconhecida, onde Trump ignorou os conselheiros que apelaram a uma transição democrática em prol dos que defenderam uma insurreição.

Na audiência, Herschmann descreveu a reunião "desconcertante", em que foram discutidas teorias conspiratórias e foi persuadido a abraçar o que muitos encaram já como um golpe de Estado.

"Flynn disse-me aos berros que eu era um cobarde e não parava de se levantar e gritar comigo. A certa altura, fartei-me e gritei de volta: "é melhor vires cá, senão senta o rabo na cadeira!", testemunhou.

A comissão ouviu também membros de grupos supremacistas, como os "Proud Boys" e os "Oath Keepers", e outros participantes na marcha sobre o Capitólio. 

Testemunhos, como o de Stephen Ayres, que, apesar de não pertencer a nenhuma milícia, faz parte dos mais de 840 acusados de invadir a casa do Congresso norte-americano, validaram a responsabilidade individual do ex-presidente no ataque.

"Vocês conhecem o presidente, deixou toda a gente agitada. E disse a todos para se dirigirem para [o Capitólio]. Portanto, basicamente, seguimos o que ele disse", afirmou Ayres, durante a audiência.

Jason Van Tatenhove, ex-porta-voz da milícia de extrema-direita "Oath Keepers", também deu o seu testemunho e reconheceu o cariz violento na base da marcha:

"Acho que temos de deixar de suavizar as palavras e falar apenas verdades. E o que isto era para ser era uma revolução armada. Morreram pessoas nesse dia", disse.

Cassidy Hutchinson, antiga assessora da Casa Branca da administração Trump, tinha já revelado numa audiência anterior que o então presidente dos EUA sabia que os manifestantes estavam armados e que ordenou a remoção de detetores de metais no Capitólio, para que os seus apoiantes não perdessem tempo.

Donald Trump diz não reconhecer a comissão, liderada por Democratas, e referiu-se a conclusões anteriores como "uma fraude total".

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