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Iraniano condenado a prisão perpétua na Suécia

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De  Euronews
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Manifestão junto ao tribunal, na Suécia
Manifestão junto ao tribunal, na Suécia   -   Direitos de autor  Stefan Jerrevang/AP

Um cidadão iraniano foi condenado a prisão perpétua na Suécia após ter sido acusado de cometer graves crimes de guerra e assassinato durante a fase final da guerra Irão-Iraque nos anos 80.

A pena de prisão perpétua na Suécia tem um mínimo garantido de 20 a 25 anos , Se algum dia vier a ser libertado, Hamid Noury será expulso da Suécia.

O tribunal deu como provado que Noury, de 61 anos, participou "nas execuções de muitos prisioneiros políticos no Irão no verão de 1988".

Os atos foram considerados como um crime grave contra o direito internacional. Uma segunda vaga de execuções foi dirigida a simpatizantes de esquerda que foram considerados como tendo renunciado à sua fé islâmica, segundo a declaração do tribunal, onde se lê que "estes atos foram considerados como homicídio".

Segundo a mesma fonte, o líder supremo do Irão na altura, o Ayatollah Khomeini, tinha emitido uma ordem de execução para todos os prisioneiros no país que simpatizavam e permaneciam leais ao grupo de oposição iraniano Mujahedeen-e-Khalq, conhecido como MEK.

Devido a essa ordem, "um grande número de prisioneiros foi executado na prisão de Gohardasht entre 30 de julho e 16 de agosto de 1988", disseram os procuradores suecos.