This content is not available in your region

Macedónia do Norte-UE: protestos continuam

Access to the comments Comentários
De  Euronews
euronews_icons_loading
Manifestação na Macedónia do Norte
Manifestação na Macedónia do Norte   -   Direitos de autor  ROBERT ATANASOVSKI/AFP or licensors

Nas ruas da Macedónia do Norte continuam os protestos.

Grande parte do país rejeita a adopção de alterações constitucionais que permitiriam iniciar as negociações de adesão à UE, ultrapassando o veto da Bulgária.

Mas estas mudanças, em favor da minoria búlgara, significam cedências impensáveis para muitos macedónios do norte.

De visita a Skopje, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou o apoio à adesão da Macedonia do Norte à União e instou o parlamento a adotar a resolução necessária.

"As questões bilaterais, tais como as questões históricas, não são condições para a adesão", disse von der Leyen ao parlamento da Macedónia do Norte. "Não pode haver dúvidas de que o macedónio é a sua língua", disse e acrescentou que a proposta francesa "também respeita a sua identidade nacional", frisando que é tempo de a Macedónia do Norte seguir em frente.

A dificuldade de vender a proposta de compromisso francesa era evidente, com manifestações no exterior do edifício e dentro do parlamento, enquanto a maioria dos legisladores se manteve respeitosamente e aplaudiu, von der Leyenfoi brevemente interrompida por apitos e gritos.

A proposta, anunciada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, na cimeira da NATO, em Madrid, no mês passado, prevê concessões de ambas as partes. O governo do Norte da Macedónia comprometer-se-ia a alterar a sua constituição para reconhecer uma minoria búlgara, proteger os direitos das minorias e banir o discurso de ódio, como a Bulgária, membro da UE desde 2007, tem exigido.

O social-democrata no poder e primeiro-ministro Dimitar Kovacevski apoiam a proposta como um compromisso razoável. O governo acredita que o acordo não põe em perigo interesses ou identidade nacionais e desbloqueia o caminho para a adesão do país à UE.

A França lembra o país que a escolha decisiva é entre a família europeia para um futuro convergente e de desenvolvimento ou o avanço para o desconhecido.

O governo tem votos suficientes no parlamento para fazer passar a resolução do acordo com a Bulgária, mas a revisão constitucional necessita do voto de dois terços dos deputados e isso não se prevê que possa acontecer.