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Seca está a destruir culturas e a fazer racionar água potável

Fontes sem água em Paris
Fontes sem água em Paris Direitos de autor  Francois Mori/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
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De Euronews
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A situação de seca é crítica em diversos países da Europa, levando à perda de muitas culturas e ao racionamento de água potável em diversas regiões

Em toda a Europa, as condições extremas de calor e seca estão a causar problemas à agricultura e outros setores.

As culturas estão ameaçadas em vários países, com os agricultores a deitarem contas à vida como um produtor de milho e girassol na Roménia, que diz, resignado: "Não há nada que possamos fazer, cada um de nós terá de lidar com o que perdeu". O milho está seco. Tudo está seco. Não haverá milho, nem sequer um quarto da produção. Algumas pessoas podem apanhar algo aqui e ali, mas muito pouco..."

Em Itália, enquanto os maiores produtores de arroz sofrem de falta de água nos campos, os do delta do rio Pó sofrem com o aumento do teor de sal na água, que está a matar as plantas.

Elisa Moretto, que tem uma pequena produção familiar, está preocupada: "Não posso determinar a perda económica porque, por exemplo, o preço dos fertilizantes que usamos aumentou de 40 euros para 120 euros por cada cem quilos. Uma vez que a quantidade de arroz é baixa, ainda não sabemos qual será o preço final de mercado".

A França registou o mês de julho mais seco desde 1959, ano em que começaram as medições do serviço de meteorologia nacional. 62 departamentos na zona oeste e sul do país estão em alerta máximo de seca, com importantes restrições de água potável, que afetam diversos setores de atividade.

Aquilo que me preocupa é que nos disseram que era um mínimo de 48 horas e não sabemos quanto tempo vai durar. Não tenho outra água de reserva e , se for necessário, vou ter de ferver água e pô-la a refrescar e isso necessita de mais preparação e mais trabalho, por isso pode tornar-se um pouco complicado, se durar muito tempo", diz Léa Poupelin, proprietária de um bar.

A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, advertiu que a França enfrenta a "seca mais grave" alguma vez registada no país e anunciou a ativação de uma unidade de crise governamental.

Segundo o relatório da Comissão Europeia, baseado no Observatório Europeu sobre a seca, a situação é crítica em grande parte da Europa, com menos 19% da média de 1991-2020 em todas as áreas de alerta na União Europeia e Reino Unido, e 22% nas áreas sob alerta de seca, o que pode exigir medias extraordinárias de gestão de água e energia nos países mais afetados.

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