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Guterres vai à Ucrânia no final da semana

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De  Euronews
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António Guterres
António Guterres   -   Direitos de autor  AP/AP

As explosões que destruíram um arsenal russo na Crimeia são a notícia do dia, mas a guerra continua em várias frentes.

A artilharia russa continua a atacar posições ucranianas na região de Donetsk, e várias casas foram reduzidas a escombros em Kramatorsk e Sloviansk, duas cidades particularmente atingidas desde o início do conflito. A frente russa avançou muito pouco nos últimos dias. As tropas ucranianas continuam a resistir, encorajadas por alegadas divisões do lado inimigo. Há rumores de que as forças da autoproclamada república de Luhansk estão relutantes, depois de meses de confrontos duros que não deixaram quase nenhuma infraestrutura intacta. Na zona controlada pela Rússia, a água potável é distribuída diariamente no meio de receios de epidemias.

Há também o receio das consequências de uma fuga radioativa na central de Zaporizhzhia. A comunidade internacional está em alerta depois de a maior central nuclear construída em solo europeu ter sido palco de vários ataques. Desta vez, foi o presidente francês, Emmanuel Macron, quem pediu à Rússia para retirar os soldados das instalações. As Nações Unidas estão dispostas a enviar inspetores para analisar a segurança da central.

No plano da diplomacia, o antigo Secretário das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o antigo presidente colombiano Juan Manuel Santos, estiveram na Ucrânia. Os dois visitaram Bucha, o local onde foram cometidos alegados crimes de guerra.

Entretanto, o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas revelou que António Guterres vai estar esta quinta-feira e sexta-feira na Ucrânia, e que vai reunir com Volodymyr Zelensky e com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.