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Envio de aviões de guerra para a Ucrânia divide Eslováquia

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De  Bruno Sousa  & Johannes Pleschberger
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Envio de caças para a Ucrânia divide Eslováquia
Envio de caças para a Ucrânia divide Eslováquia   -   Direitos de autor  Euronews

A Eslováquia anunciou recentemente o envio de aviões de guerra para ajudar a Ucrânia no conflito com a Rússia. A medida não é inédita no país, em Abril, Bratislava contribuiu com sistemas de artilharia e defesa aérea, mas nem por isso é pacífica.

De acordo com um inquérito, apenas metade da população apoia o envio de armas para o país vizinho.

A Eslováquia é um dos países da União Europeia onde existe um maior sentimento pró-Rússia. Apesar da invasão da Ucrânia, cerca de um terço da população local considera Moscovo um parceiro estratégico e vê os Estados Unidos como uma ameaça. O governo eslovaco tenta contrariar esta tendência.

Jaroslav Naď, ministro da Defesa da Eslováquia admite que "a propaganda russa está a trabalhar para tentar mudar as atitudes da população no sentido de parar ou bloquear o envio de material militar para a Ucrânia" mas sublinha que "este governo irá definitivamente continuar porque precisamos de ajudar os ucranianos e nós sabemos muito bem o que é viver sob ocupação".

De acordo com o governo eslovaco, a sua frota de MIG-29 deve estar ao serviço de Kiev no final do mês e os 300 milhões de euros de custos estimados para a operação devem ser financiados por Bruxelas.

A medida foi criticada nas redes sociais, onde vários utilizadores consideram este apoio militar uma declaração de guerra à Rússia, sustentando a sua posição com informação falsa e já desmascarada pelas autoridades.

"Os estudantes eslovacos estão com resultados muito baixos em pensamento crítico, o que é claro os torna mais vulneráveis à desinformação e às teorias da conspiração"
Dominika Hajdu
Diretora do think tank GLOBSEC

Se a Eslováquia vai ou não enviar mais armas para a Ucrânia não depende só do estado de espírito da população. A coligação no poder está em crise e pode perfeitamente voltar atrás em decisões tomadas no passado."