Ocupação russa da Ucrânia pode ter outros propósitos para Moscovo

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Esta é a última avaliação feita pelo Instituto para o Estudo da Guerra.

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O Kremlin está provavelmente a tentar tirar proveito do significado da ocupação de áreas, em torno da cidade de Donetsk, que têm sido contestadas desde 2014, para impulsionar o moral das forças russas e aliadas. Esta é a última avaliação do Instituto para o Estudo da Guerra.

As forças russas conduziram ataques terrestres a noroeste de Sloviansk, a sul e nordeste de Bakhmut e a noroeste e sudoeste da cidade de Donetsk. Contudo, desde a queda de Lysychansk, não conseguiram avançar em direção a Siversk ou capturar a auto-estrada E40 para Sloviansk-Bakhmut.

O Estado Maior das Forças Armadas ucranianas declarou que o Presidente Vladimir Putin prorrogou o prazo para que as forças russas capturem a província de Donetsk, de 31 de Agosto para 15 de Setembro, o que poderá não se verificar de acordo com o referido organismo. As forças russas estão a redistribuir tropas para atingir este objetivo.

Não fornecendo qualquer data ou prazo específico, o Presidente russo falou sobre a invasão, falsamente apontada como, não provocada, da Rússia à Ucrânia como uma operação defensiva para proteger o país e acrescentou que o objetivo daquilo a que chama de “operação militar especial” é eliminar o “enclave anti-russo” que se está a formar na Ucrânia.

Putin reiterou que há uma “entidade anti-russa”, que deve ser derrotada militarmente para defender a Rússia, reafirmando as intenções maximalistas para a Ucrânia e é provável que pretenda condicionar a informação para apelar a mais esforços russos para o outono e inverno deste ano.

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