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Fim do limite no preço da energia complica a vida dos húngaros

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De  Bruno Sousa
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Fim do limite no preço da energia complica a vida dos húngaros
Fim do limite no preço da energia complica a vida dos húngaros   -   Direitos de autor  Csaba Domotor/The Associated Press

O aumento do custo de vida tem provocado dores de cabeça a milhões de europeus e a Hungria não é exceção. A inflação de 15,6% em agosto face ao mesmo período do ano passado foi a maior em 26 anos e registou-se no mês em que deixaram de estar em vigor os limites ao preço da energia.

Os mais penalizados com esta decisão são os maiores consumidores, uma vez que até ao nível do consumo médio, se mantém o preço, mas acima disso os utentes pagam o dobro no caso da eletricidade e sete vezes mais no caso do gás.

A medida que limitava os preços estava em vigor desde 2014. Tinha sido adotada pelo governo de Viktor Orbán pouco antes das eleições legislativas e foi bastante popular na altura. A nova decisão nem por isso e já se ouvem críticas na rua:

"Quase temos de escolher entre comer, comprar medicamentos ou pagar as contas. Acho que não vou ser capaz de pagar as despesas básicas, não sei o que vai acontecer. É muito triste o que está a acontecer neste país, não foi isto que nos foi prometido pelo governo."

Para enfrentar a crise, o governo já deu ordens para aumentar a produção de gás local e aprovou uma lei para facilitar o abate de árvores devido à crescente procura de lenha.

Cerca de 85% do gás consumido na Hungria é proveniente da Rússia.