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Festival de Cinema de Veneza: O palmarés

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De  Ricardo Figueira
Laura Poitras com o Leão de Ouro
Laura Poitras com o Leão de Ouro   -   Direitos de autor  Domenico Stinellis/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

“All the Beauty and the Bloodshed" é o nome do documentário sobre a fotógrafa norte-americana Nan Goldin que valeu à realizadora Laura Poitras o prémio cimeiro do Festival de Cinema de Veneza. Fazendo mais uma vez justiça ao cinema no feminino, este é o terceiro ano consecutivo que um filme realizado por uma mulher sai de Veneza com o Leão de Ouro.

O filme retrata a cruzada de Goldin contra a família Sackler, magnatas da indústria farmacêutica, que considera responsáveis pela epidemia de dependência dos opiácios em forma de medicamentos, que terá feito mais de meio milhão de mortos nos Estados Unidos, nos últimos 20 anos, e da qual a própria Goldin se diz vítima.

Cate Blanchett é repetente: 15 anos depois, a atriz australiana volta a vencer o Leão de Prata de melhor atriz, pelo desempenho em "Tár", de Todd Field.

Num festival dominado pelas mulheres, Blanchett é premiada pelo papel de uma mulher num mundo ainda dominado por homens, o da música erudita. No filme, interpreta o papel de uma maestrina e compositora, primeira mulher a assumir a direção de uma das maiores orquestras da Alemanha.

Consagração igualmente para Colin Farrell, vencedor da Taça Volpi para o melhor ator, no filme “The Banshees of Inisherin", realizado por Martin McDonagh. O filme foi também galardoado com a Osella de Ouro, para o melhor argumento. "The Banshees of Inisherin" é uma comédia negra sobre a separação entre dois amigos.

O festival prestou ainda homenagem ao realizador iraniano Jafar Panahi, atualmente preso pelo regime de Teerão. Panahi foi galardoado com um Prémio Especial do Júri pelo filme "No Bears".