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Coligação de direita e extrema-direita lidera sondagens nas eleições italianas

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De  Luis Guita  & Euronews
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Coliseu de Roma
Coliseu de Roma   -   Direitos de autor  Pixabay

Emoções mistas de apatia e ansiedade dominam o estado de espírito em Itália, quando o país se prepara para as eleições legislativas de domingo. São os últimos dias de campanha, mas, em Roma, parece haver pouca apetência para ir às urnas colocar o voto.

No meio de receios de uma crise energética e de uma recessão económica que se aproxima, muitos estão preocupados com os efeitos potencialmente desestabilizadores da eleição

"Não tenho expectativas porque não tenho esperança. Não sei em quem posso votar. Todos prometem mas as promessas nunca se concretizam. É realmente muito difícil," afirma um comerciante.

"Esperamos que reduzam os custos da energia, das contas de eletricidade, gás, tudo. Sinceramente, não é sustentável, é difícil fazer face a estes preços. Os alimentos nos supermercados também têm aumentado muito," explica um turisra de Florença.

"Não estou otimista quanto às eleições, mas mesmo assim irei votar. Irei definitivamente cumprir o meu dever como cidadão. Não posso abordar estas eleições com grande esperança porque, sinceramente, não temos pessoas qualificadas," explica uma taxista de Roma..

De acordo com as sondagens, uma coligação entre direita e extrema-direita, liderada por Giorgia Meloni, está em vias de vencer. Meloni tem procurado distanciar-se do Irmãos de Itália, partido do qual é líder, e das suas raízes fascistas. Parece ter convencido muitos de que vai seguir as principais políticas de centro-direita.

Mas o bloco de esquerda, liderado por Enrico Letta, afirma que o partido de Giorgia vai enveredar por extremismos se for eleito. Contudo, a esquerda não está unida após a divisão com o movimento Cinco Estrelas, e nas sondagens não tem conseguido alcançar a liderança.