Centro-direita ganha eleições na Letónia

 Krišjānis Kariņš, primeiro-ministro da Letónia e vencedor das eleições legislativas de 1 de outubro de 2022
Krišjānis Kariņš, primeiro-ministro da Letónia e vencedor das eleições legislativas de 1 de outubro de 2022 Direitos de autor Roman Koksarov/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
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O partido do primeiro-ministro Krišjānis Kariņš, voltou a vencer as eleições na Letónia. Os letões dão voto de confiança à política pró-ocidental

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O partido do primeiro-ministro Krišjānis Kariņš ganhou as eleições legislativas na Letónia.

O Nova Unidade, de centro-direita, ficou aquém das projeções, com 19% dos votos, mas ainda assim em posição de ser chamado a formar governo.

Os letões validaram a política de Karins de apoio à Ucrânia. O primeiro-ministro disse logo após as projeções à saída das urnas: "Nem eu, nem o meu governo, nem o meu país reagimos com medo. Conhecemos a Rússia, conhecemos a política russa há anos. Conversámos e tentámos avisar os nossos vizinhos antes do início da guerra, por isso não há nada de novo para nós. Continuaremos a investir na nossa própria defesa como Estado membro da NATO, continuaremos a trabalhar em conjunto com os nossos parceiros da NATO para garantir que a Letónia e as regiões bálticas permaneçam tão seguras no futuro como hoje".

A segurança nacional e o apoio à Ucrânia foram questões-chave para muitos eleitores, bem como a necessidade de estabilidade neste pequeno país, no extremo oriental da União Europeia e da NATO.

A Lista Unida, que inclui os Verdes e os partidos regionais, ficou em segundo lugar com 11,5 % seguida da União dos Agricultores Verdes com 10,9 % e da Aliança Nacional com 8,4%.

O partido de esquerda, Harmony, viu o seu apoio decrescer para um único dígito, com os observadores a dizerem que isto foi em parte motivado pelo afastamento dos eleitores de etnia letã. Alguns falantes de russo também ficaram desapontados com a liderança do partido que criticou o Kremlin em relação à Ucrânia.

Os resultados significam que a Letónia deve continuar a ser uma voz de liderança ao lado dos seus vizinhos bálticos, Lituânia e Estónia, ao pressionar a União Europeia a adoptar uma posição decisiva contra a Rússia.

Juntamente com os habitantes da vizinha Polónia e dos seus vizinhos bálticos Lituânia e Estónia, muitos letões sentem que o seu país é vulnerável, apesar de estar na UE e na OTAN.

O governo cessante tem demonstrado um forte apoio à Ucrânia, tem aumentado as despesas com a defesa e tem trabalhado para uma maior segurança energética.

A comunidade russófona, que representa mais de 25% da população, queixa-se de mudança de atitude dos letões em relação aos falantes de língua russa desde o início da guerra e diz que a sua identidade linguística e cultural está a ser posta em causa.

Dominada ao longo dos séculos por cavaleiros teutónicos, por suecos, polacos, e russos, a Letónia conquistou a independência em 1918 antes de se encontrar sob ocupação soviética entre 1944-1990. Tornou-se independente na sequência do desmantelamento da União Soviética.

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