Intensificam-se os combates na Ucrânia

Helicóptero russo a disparar mísseis
Helicóptero russo a disparar mísseis Direitos de autor Russian Defense Ministry Press Service via AP
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Rússia bombardeia localidades perto da central nuclear ucraniana de Zaporíjia. Forças de Kiev continuam reconquista de Kherson

Pelo menos 10 pessoas morreram e várias terão ficado feridas durante os ataques das tropas russas na Ucrânia, nesta sexta.

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De acordo com as autoridades de Kiev, várias localidades, que ficam nos arredores da central nuclear de Zaporíjia foram bombardeadas.

Dezenas de edifícios residenciais foram atingidos e várias linhas elétricas foram cortadas, deixando milhares de pessoas sem eletricidade.

Já o Ministério russo da Defesa anunciou ter repelido os ataques das forças ucranianas na região de Kharkiv e nas autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e de Luhansk.

"Na direção de Kupyansk, um batalhão inimigo reforçado atacou as posições das tropas russas em direção a Berestove, na região de Kharkiv. Todos os ataques foram repelidos. Mais de 150 efetivos ucranianos, um tanque, cinco veículos de combate de infantaria, quatro veículos blindados de transporte de pessoal e nove carrinhas foram eliminados", anunciou o porta-voz do Ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov.

O Kremlin anunciou que concluiu a mobilização de 300.000 reservistas em pouco mais de um mês.

Segundo o ministério russo da Defesa, 41.000 estão destacados em unidades militares na Ucrânia.

Vladimir Putin fez questão de enaltecer o "patriotismo" destes soldados mobilizados.

Por seu lado, as forças ucranianas prometem não esmorecer e continuar a combater o avanço das tropas invasoras.

Os drones assumem aqui um papel importante, pois permitem assinalar os alvos militares, mesmo na Rússia.

O piloto de drones do exército ucraniano, conhecido como “Chenchen”, conta: "Voamos, não apenas para a fronteira russa, mas muito mais para o interior do território russo porque eles estão a disparar de lá".

As forças ucranianas continuam a recuperar o controlo de localidades em Kherson, uma das quatro regiões anexadas ilegalmente pela Rússia no final de setembro. No entanto, o cenário é desolador. Os russos deixam para trás um rasto de destruição.

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