Polícia turca detém mulher síria suspeita de atentado de Istambul

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De  Ricardo Figueira
Presidente da câmara de Istambul visita local do atentado
Presidente da câmara de Istambul visita local do atentado   -   Direitos de autor  Khalil Hamra/AP

A polícia turca deteve uma mulher suspeita do ataque à bomba de domingo, em Istambul, que fez pelo menos seis mortos. Segundo a versão da polícia, a suspeita, identificada como Ahlam Albashir, cidadã síria, terá confessado a autoria do atentado e terá agido em nome dos nacionalistas curdos do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão). Vários outros suspeitos de ligações a este atentado foram também detidos. Entretanto, o PKK, através do site oficial, negou qualquer envolvimento no ataque.

No local onde se deu a explosão, a avenida Istiklas, numa zona muito frequentada por turistas, as pessoas começaram a deixar flores e outros objetos, em homenagem. O presidente da câmara da maior cidade da Turquia prometeu reforçar a segurança:

"Vamos agir de acordo com a nossa responsabilidade para com Istambul, vamos continuar a acolher turistas na nossa cidade, num ambiente ainda mais seguro. Que ninguém duvide disso", disse Ekrem İmamoğlu.

As autoridades turcas acusam a mulher de ter recebido treino em Kobane, no Curdistão sírio, por parte do YPG, o grupo aliado do PKK na Síria. 

O ataque de domingo, que além dos mortos terá feito mais de 80 feridos, deu-se com uma bomba num saco deixado num banco de jardim, pouco antes da explosão. A polícia diz ter imagens da suspeita, captadas por câmaras de videovigilância, que a mostram sentada com o saco, antes de se levantar. A bomba foi acionada ou por um relógio ou por telecomando.