"Vou expulsar os russos do país"

Crimes de guerra na Ucrânia
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De  Anelise Borges
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Ucranianos que viveram em cidades ocupadas mostram vontade de lutar

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Serguei e Oleksandr vivem na cidade ucraniana de Pravdyne. Os dois amigos não estavam preparados para o que encontraram no jardim de uma casa bombardeada. Cinco pessoas mortas. Duas foram decapitadas e três tinham cordas à volta dos pulsos. Serguei conhecia-os e diz que eram boas pessoas.

Corpos com sinais de tortura, uma marca deixada pela Rússia em muitos territórios ocupados. As execuções em massa equivalem a crimes de guerra e a União Europeia apelou a um tribunal especial para investigar as ações da Rússia na Ucrânia.

Oleksandr diz que “poderia ter sido ele”. Foi levado duas vezes pelas tropas russas, acusado de fornecer à Ucrânia informações que ajudaram Kiev a reconquistar terreno. Foi detido durante oito dias, interrogado e espancado. Conta que uma vez levantaram o saco que tinha a tapar a cabeça e disseram "isto é o que vai acontecer a todos os ucranianos". Depois, alvejaram três homens que pertenciam à operação antiterrorista ucraniana.

Oleksandr continua em estado de choque, mas diz que o que passou "apenas torna mais forte a vontade de lutar". A cada dia que passa sente que "é mais ucraniano" e garante que vai expulsar os russos do país.

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