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Dois barcos com cerca de 500 migrantes conseguem atracar em Itália

Embarcações "Humanity 1" e "Geo Barents" tiveram de atravessar condições marítimas adversas para chegar a porto seguro
Embarcações "Humanity 1" e "Geo Barents" tiveram de atravessar condições marítimas adversas para chegar a porto seguro Direitos de autor Médicos Sin Fronteras vía AP
Direitos de autor Médicos Sin Fronteras vía AP
De  Euronews
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Embarcações "Humanity 1" e "Geo Barents" estiveram ao largo da costa da ilha da Sicília à espera de autorização para atracar mas autoridades italianas só aceitaram recebê-los nos portos de Bari e Salerno, na península

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Depois de várias atribulações, o navio humanitário "Humanity 1", da organização não-governamental alemã "SOS Humanity", conseguiu atracar este domingo em segurança em Bari, no sudeste de Itália, com 261 migrantes a bordo.

Deste grupo, 40 são mulheres, três delas grávidas, e 93 menores de idade. Foram resgatados no mar Mediterrâneo, ao largo da costa líbia, há precisamente sete dias.

À chegada a porto seguro tinham à espera organizações de solidariedade, prontas a dar apoio, como a Cáritas.

“A Cáritas representa a caridade neste porto. Estamos prontos para dar apoio com alimentos, roupas e questões relacionadas com a vida pessoal. (...) Ainda não sabemos quais são exatamente os problemas. Sabemos que há 261 pessoas e estamos aqui de braços abertos”, sublinhou Franco Lanzolla, capelão do porto.

Ao desembarcarem em Itália, os migrantes foram submetidos a controlos sanitários, incluindo testes de despistagem da Covid-19. Depois de receberem o primeiro apoio serão deslocados para outras regiões italianas como Lazio, Molise, Piemonte, Emília-Romanha ou Calábria.

O navio "Humanity 1" teve de navegar durante mais de um dia, com condições meteorológicas adversas, porque as autoridades italianas só autorizaram a atracar na península, em vez da ilha de Sicília. A embarcação esteve ao largo da costa da ilha na sexta-feira, mas acabou por ser forçada a percorrer uma grande distância até chegar a porto seguro.

O mesmo aconteceu com o navio "Geo Barents", dos Médicos sem Fronteiras, onde uma mulher deu há luz e teve de ser retirada. Atracou, este domingo, no porto de Salerno, a sul de Nápoles, com 248 migrantes. Pelo caminho teve de enfrentar condições marítimas difíceis.

O ministério italiano do Interior diz que a escolha destes portos dá resposta à necessidade de não saturar ainda mais a rede de centros de acolhimento da Sicília.

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