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Apoiantes de Bolsonaro revoltam-se e atacam esquadra da polícia em Brasília

Polícia tenta reprimir atos de vandalismo por apoiantes de Bolsonaro
Polícia tenta reprimir atos de vandalismo por apoiantes de Bolsonaro Direitos de autor AP Photo/Eraldo Peres
Direitos de autor AP Photo/Eraldo Peres
De  Francisco Marques
Publicado a Últimas notícias
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Detenção de um indígena suspeito de atos antidemocráticos degenera em atos de vandalismo em dia de confirmação da vitória de Lula nas presidenciais

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Apoiantes do presidente cessante Jair Bolsonaro voltaram a cometer atos de vandalismo esta segunda-feira, em Brasília.

No mesmo dia em que Lula da Silva recebia na capital federal o diploma pela vitória eleitoral nas presidenciais, os apoiantes do candidato derrotado e presidente cessante revoltaram-se contra as autoridades após a detenção de um indígena bolsonarista.

A detenção de José Acácio Serere Xavante foi ordenada por Alexandre de Moraes, na qualidade de ministro do Supremo Tribunal Federal, por suspeitas de que o suspeito integrou diversos atos antidemocráticos na capital federal brasileira, nomeadamente diante do Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde estão hospedados o presidente e o vice-presidente eleitos do Brasil.

A polícia federal cumpriu o mandato e um grupo de apoiantes de Bolsonaro, envergando camisolas amarelas e bandeiras do Brasil, tentou invadir a esquadra onde as autoridades mantinham o detido.

Após falhar a invasão, o grupo viria a cometer diversos atos de vandalismo, incluindo incendiar dois e vários automóveis, nas imediações da esquadra da policia federal.

Os agentes reagiram para tentar reprimir os atos de violência, foram alvejados com pedras e responderam com as chamadas bombas de efeito moral e a mobilização do Batalhão de Choque e da Força Tática. Um helicóptero foi também mobilizado para procurar manifestantes em zonas menos iluminadas da cidade.

"A depredação de bens públicos e privados, assim como o bloqueio de vias, só servem para acirrar o cenário de intolerância que impregnou parte da campanha eleitoral que se encerrou. As forças públicas de segurança devem agir para reprimir a violência injustificada com intuito de restabelecer a ordem e a tranquilidade de que todos precisamos para levar o país adiante", afirmou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, numa publicação nas redes sociais, considerando "absurdos" os atos de vandalismo cometidos por "uma minoria raivosa".

Em relação ao indígena detido que esteve na origem da revolta dos bolsonaristas, a polícia federal revelou que ele estava acompanhado dos respetivos advogados e que "todas as formalidades relativas à prisão" estavam "sendo adotadas nos termos da legislação, resguardando-se a integridade física e moral do detido".

Outras fontes • Folha, Polícia Federal do Brasil

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