Peru prolonga estado de emergência

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De  euronews  com Lusa
Manifestantes no Peru
Manifestantes no Peru   -   Direitos de autor  Juan Karita/Copyright 2023 The AP. All rights reserved

O Governo do Peru prolongou por mais 30 dias o estado de emergência em sete regiões do país, onde se inclui a capital, Lima, após o intensificar dos protestos antigovernamentais que já fizeram, pelo menos, 49 mortos.

A medida confere poderes extraordinários às forças de segurança e suspende vários direitos constitucionais como, por exemplo, a liberdade de reunião, de circulação e a inviolabilidade do domicílio.

Os manifestantes exigem a demissão imediata da presidente Dina Boluarte e a dissolução do Congresso.

O estado de emergência, que já estava em vigor desde 15 de dezembro em todo o território do Peru, continua somente nas zonas onde se têm registado os maiores protestos, nomeadamente nas regiões de Lima, Cuzco e Puno e na província de Callao.

O estado de emergência cobre ainda cinco autoestradas, numa altura em que, segundo as autoridades peruanas, o número de estradas bloqueadas por manifestantes aumentou para mais de 120 em 33 províncias, em particular em torno de Lima.

O decreto prolonga também por mais dez dias o toque de recolher obrigatório, entre as 20h00 e as 04h00, na região de Puno, no sul do Peru, um dos epicentros dos protestos.

Horas antes, centenas de pessoas reuniram-se numa marcha desde o centro histórico da capital até ao distrito de Miraflores para exigir a renúncia da presidente Dina Boluarte e protestar contra as mortes ligadas às manifestações.

Os participantes ergueram cartazes a pedir a antecipação para este ano das eleições, previstas para abril de 2024, e o fim da repressão dos protestos, com alguns a agitarem bandeiras peruanas a preto e branco em sinal de luto.

Durante o dia de sábado, também houve protestos em outras regiões, incluindo Cuzco, Puno e Apurímac, no sul do Peru.