Moscovo e países bálticos em guerra diplomática

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De  Ricardo Figueira
Embaixada da Estónia em Moscovo
Embaixada da Estónia em Moscovo   -   Direitos de autor  Alexander Zemlianichenko/AP

O clima de tensão entre a Rússia e os países do Báltico sobe de tom quando se aproxima o primeiro aniversário do início da guerra na Ucrânia. A Rússia decidiu retirar o embaixador da Estónia, o que foi logo replicado por Tallin. Em solidariedade com o vizinho, também a Letónia decidiu chamar o embaixador em Moscovo e expulsar o representante russo em Riga.

Mikhail Vanin, até agora embaixador russo na Letónia, explicou que "Riga decidiu baixar o nível das relações diplomáticas entre os dois países e tem até ao dia 23 de fevereiro para deixar o país".

Uma decisão semelhante foi tomada pela Lituânia, o que faz com que a Rússia deixe de ter representação diplomática permanente nas três antigas repúblicas soviéticas do Báltico, agora Estados-membros da União Europeia. No que toca à Estónia, Moscovo acusou o governo do país de "russofobia".

Protesto em Pretória contra a visita de Serguei Lavrov

O chefe da diplomacia de Moscovo, Serguei Lavrov, está na África do Sul e encontrou-se com a homóloga Naledi Pandor, que pediu uma solução diplomática para o conflito na Ucrânia.

A visita causou uma onda de críticas ao governo sul-africano, vindas sobretudo do principal partido da oposição, Aliança Democrática, que acusa o executivo de proximidade com Moscovo. Oficialmente, o governo chefiado pelo ANC, que governa a África do Sul desde o fim do apartheid, tem uma posição de neutralidade face à guerra na Ucrânia.